SÓ SE FOR ASSIM
RPRODUÇÃO/TV GLOBO

Regina Duarte em entrevista ao Conversa com Bial; ela criticou o remake dee Vale Tudo na TV
Regina Duarte refletiu sobre momentos marcantes de sua carreira em entrevista a Cátia Fonseca no novo videocast da apresentadora. A atriz falou sobre o período em que trabalhou como secretária especial de Cultura do governo federal e fez uma confissão sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também criticou o remake de Vale Tudo e revelou a única condição pela qual aceitaria voltar a fazer uma novela na Globo.
A atriz deixou claro que não é a favor da produção de remakes na emissora. Ela só apoiaria a iniciativa se fosse para reproduzir alguma obra que não teve grande sucesso em sua exibição original.
"É como traição aos atores que aceitam fazer um remake. Uma coisa que foi bem feita, bem recebida, 100% de audiência, não precisa de remake", disse ela, em referência à bem-sucedida primeira versão de vale Tudo (1988), na qual interpretou a protagonista Raquel.
"Ainda mais hoje, que você entra lá [no Globoplay] e pode ver cenas dessa novela que está sendo refeita agora… Eu acho um privilégio viver num mundo em que o que eu fiz há 20 anos está disponível hoje", considerou Regina.
A artista não descarta retornar à Globo para fazer uma novela, mas tem uma condição imprescindível: só volta se for para uma nova trama do autor Manoel Carlos. Regina fez três Helenas --personagens principais-- em folhetins dele: História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
"Olha, com Maneco eu faria qualquer coisa. Se fosse o Maneco, com quem eu fiz três Helenas, fiz outras coisas também, eu não pestanejo. Maneco tem um entendimento do ser humano que é muito raro", afirmou ela. Manoel Carlos atualmente está com 92 anos; afastado do trabalho na TV, ele foi diagnosticado com doença de Parkinson.
Longe das novelas, Regina chegou a trabalhar como secretária especial de cultura entre 4 de março e 10 de junho de 2020. Ela explicou por que aceitou o cargo e fez uma confissão sobre o ex-presidente: "Era o Bolsonaro me chamando, um homem que eu admirava e continuo admirando".
A atriz comentou também que tentou levar amigos artistas para a secretaria de Cultura, mas não teve apoio. "Nenhum amigo quis. Eram pessoas que eu achava que podiam contribuir comigo", lamenta.
Mesmo assim, ela considera que foi bom ter assumido o cargo público, ainda que durante pouco tempo. "Foi importante para a minha vida ver como funciona o jogo político, o chamado 'chão de plenário'. Quando você tem talento, eles te elogiam assim: 'Você devia se candidatar'", declarou.
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