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CRÍTICA
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Duda Santos em A Nobreza do Amor como Alika: história da princesa está em velocidade lenta
Na próxima semana, a Nobreza do Amor chega ao simbólico capítulo 100, mas a história permanece presa em um ponto intermediário, incapaz de acelerar conflitos ou provocar grandes reviravoltas. É verdade que a Copa do Mundo atrapalhou bastante o percurso no último mês. As exibições suspensas e as reduções na duração dos episódios fizeram a novela perder ritmo.
Um drama que normalmente ocuparia poucos capítulos acabou sendo estendido durante mais de duas semanas de exibição fragmentada. Tonho (Ronald Sotto) agonizou de 23 de junho a 10 de julho depois de levar um tiro para proteger Alika/Lúcia (Duda Santos).
Na prática, a sensação para quem acompanhava a novela era a de retornar praticamente ao mesmo estado dramático. O problema é que o Mundial apenas potencializou um defeito que A Nobreza do Amor já apresentava: a dificuldade de transformar acontecimentos em avanço real da história.
Agora Tonho já está recuperado, voltou para casa e retomará seu romance com Alika praticamente do mesmo ponto em que estava antes do atentado. Quem deixou de assistir ao folhetim nas últimas semanas dificilmente sentirá que perdeu algo indispensável.
Outro obstáculo está na construção dos antagonistas. Virgínia (Theresa Fonseca) e Mirinho (Nicolas Prattes) vivem criando planos para destruir os protagonistas, mas raramente representam uma ameaça consistente. Suas armações fracassam quase automaticamente.
O caso mais pesado foi justamente a troca do remédio de Tonho no hospital, numa tentativa de assassinato articulada por Mirinho. Ainda assim, o impacto logo se diluiu, e sem alterar o rumo da novela. Quando o público já espera que toda maldade será neutralizada, desaparece também a expectativa sobre os próximos movimentos dos personagens.
O núcleo de Batanga está sendo ainda mais vítima disso. Nos primeiros capítulos, a expectativa era de acompanhar praticamente duas novelas dialogando entre si: de um lado, o sertão nordestino; de outro, o reino africano comandado pelo usurpador Jendal (Lázaro Ramos). Era uma proposta ambiciosa e visualmente sedutora.
Com o passar dos meses, porém, essa estrutura perdeu força. A trama de Batanga parece ter estacionado. O tirano passa boa parte do tempo preso a picuinhas com a filha, perseguindo rebeldes e repetindo conflitos que pouco alteram o tabuleiro da história. É um desperdício para uma novela que nasceu justamente vendendo essa ponte entre dois mundos.
A Nobreza do Amor não é uma novela ruim; pelo contrário, ela aposta em um romance clássico eficiente, tem boa direção e um elenco comprometido. Existe um universo interessante sendo apresentado, mas caminhar sempre na mesma velocidade frustra muito.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.
A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.
A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no Rio Grande do Norte.
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A Nobreza do Amor
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Resumo de A Nobreza do Amor: Capítulos da novela das seis da Globo - 13 a 22/8
Quinta, 13/7 (Capítulo 120)
Tonho imobiliza Omar, e Alika e sua família se impressionam com o talento do rapaz na luta. Marta repreende Virgínia por encomendar um vestido fora da cidade, e Diógenes protege a filha.
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