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HEY, EÔ EÔ

Por que a Globo escolheu Rainha da Sucata para ganhar uma nova reprise?

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Uma mulher com vestido branco e véu de noiva aparece de perfil, com o rosto sujo por um líquido escuro que escorre pela testa e pelas bochechas. Ela tem expressão de espanto, e o fundo mostra outras pessoas desfocadas

Maria do Carmo (Regina Duarte) em Rainha da Sucata: novela quer resgatar "era de ouro" da Globo

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 28/10/2025 - 10h00

A Globo deixou as suas intenções bem claras ao escolher Rainha da Sucata (1990) como a próxima reprise do Vale a Pena Ver de Novo. A emissora abriu mão do padrão técnico que vinha adotando --priorizando produções recentes em alta definição-- para resgatar uma das obras que representa o auge da sua teledramaturgia e reafirma sua vocação como a principal produtora de novelas do país.

O folhetim de Silvio de Abreu, aliás, foi feito sob medida para a comemoração dos 25 anos da TV Globo. Não à toa, a emissora não mediu esforços para reunir um elenco liderado por Regina Duarte, passando por Tony Ramos, Glória Menezes, Antonio Fagundes e Raul Cortez (1932-2006).

Rainha da Sucata é basicamente uma epítome da teledramaturgia da Globo, numa resposta direta ao que acontecia nas outras emissoras na época. Uma reafirmação de seu "poderio bélico" bem quanto a Manchete parecia ter encontrado uma brecha com a primeira versão de Pantanal (1990).

Regina volta a ocupar o posto de protagonista, mas em um papel bem diferente daqueles que haviam lhe rendido o título de "namoradinha do Brasil". Do outro lado, Glória Menezes brilha como uma vilã que marcou época, popularizando expressões como "são coisas de Laurinha" --jargão usado sempre que alguém aprontava uma boa falcatrua.

Ou seja, Rainha da Sucata simboliza como poucas o poder que a Globo teve --e ainda tem, ainda que em menor escala-- de moldar costumes, inspirar conversas de mesa e ditar os temas que caem na boca do povo.

Mais do que isso, segundo fontes do Notícias da TV, a reprise também já mostra os caminhos que a executiva Leonora Bardini vai seguir ao assumir o posto que hoje é do "chefão" Amauri Soares. Ela, por exemplo, sempre foi uma das principais defensoras de que tramas mais antigas --como A Viagem-- voltassem ao ar.

A Globo, mais do que nunca, quer resgatar a sua essência de "vênus platinada". A escolha por Rainha do Sucata vem para dizer ao mercado --e ao público, principalmente-- que a emissora foi e quer continuar sendo sinônimo de telenovela no Brasil.


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