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VIOLÊNCIA URBANA

Polícia de Dona de Mim tem falhas, mas mata menos do que a de Cláudio Castro

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Humberto Morais com expressão exusta, vestido de policial, em cena de Dona de Mim

Marlon (Humberto Morais) em cena de Dona de Mim; policial sofre ao ter que atirar contra bandidos

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 14/11/2025 - 20h20

Desde o início, Dona de Mim reserva um núcleo inteiro para expor falhas estruturais e fazer críticas sociais à atuação policial. O ápice dessa trama ocorre entre os capítulos de quinta (13) e desta sexta (14), quando uma operação na Barreira desencadeia consequências drásticas. A novela escancara problemas da corporação em diferentes níveis --mas, ainda assim, a ficção não chega perto do que ocorreu na última operação da polícia do Rio de Janeiro, comandada pelo governo Cláudio Castro (PL).

Na vida real, a operação policial realizada contra Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, no último dia 28, deixou mais de 120 mortos e ficou marcada como a operação mais letal da história da cidade.

Na novela das sete da Globo, há exibição de violência, mas não chega a tanto. Na história, um traficante matou um policial durante uma perseguição no morro. Como retaliação, a polícia armou uma operação para capturá-lo.

Logo no início do capítulo de quinta, um comandante da PM deu ordens a seus subordinados: "A gente vai ter uma operação limpa. Sem esculachar morador nem dar tiro à toa. É para prender o vagabundo. Pegou, algema e delegacia. Já tá tudo mapeado e cada equipe sabe a área que tem que tomar. Vamos entrar e sair em segurança, entendido?", explicou. Uma prática, em teoria, bem diferente do que se viu na vida real, na operação de 28 de outubro.

Ainda assim, a novela retratou dificuldades de uma operação, em diferentes perspectivas. Marlon (Humberto Morais), o mocinho da novela, sofreu muito por ter de invadir a comunidade, assustar moradores, disparar tiros, ter de ouvir provocações dos bandidos e até ver seu amigo de infância, Ryan (L7nnon), armado e sendo obrigado a lutar com os bandidos.

No capítulo desta sexta, ele fará uma vítima: para defender Ryan, Marlon atirará em Vespa (Victor Andrade), um dos chefes do tráfico no local, e o neutralizará.

A novela exibiu e ainda exibirá cenas de tiroteio, mas não mostrará um banho de sangue, como houve na operação da vida real. Além dos bandidos, um morador, Jeff (Faíska Alves) será baleado, por uma bala perdida que entrou em sua casa. Ele sobreviverá, mas o trauma permanecerá.

Críticas à polícia

Os roteiros de Dona de Mim que continham estas cenas foram entregues antes da operação nos complexos da Penha e do Alemão acontecerem. Apesar da "coincidência" de estes capítulos irem ao ar pouco tempo após o fato real, a ficção não retrata este acontecimento em específico, mas sim busca fazer uma crítica social generalizada às ações e problemas da polícia.

Marlon é o cerne deste núcleo. O rapaz é extremamente certinho, correto, ético, e sempre sonhou em entrar na polícia para fazer o bem. A realidade encontrada por ele, no entanto, é decepcionante.

Desde o início da novela, quando entrou para a corporação, Marlon já teve de lidar com diversos parceiros problemáticos na PM. Houve um policial que era encostado, não queria ir atrás das ocorrências. Outro queria ser influenciador, gravava todas as operações, chegou até a forjar um falso flagrante de crime, só para ter mais visualizações em seus vídeos.

Houve também o policial miliciano, corrupto, que extorquia dinheiro de comerciantes para fazer o policiamento no bairro. Mais recentemente, Marlon tem lidado com um colega mais sanguinário, violento, do tipo que tem gana de esculachar qualquer suspeito e atirar para matar.

Marlon tem enfrentado e enfrentará nos próximos capítulos muitas questões relacionadas à saúde mental. Além da decepção com a falta de ética na PM, ele já foi até alvo de uma tentativa de homicídio de um colega, revoltado com uma denúncia.

Após a operação policial, o galã ficará muito traumatizado pelo perigo que viveu, pela tensão, por ter atirado contra um bandido para salvar Ryan e pelo fato de Jeff ter sido atingido. Com apoio de Leo (Clara Moneke), ele conversará sobre o que está sentindo e buscará ajuda psicológica.

É possível perceber que Dona de Mim tem o cuidado de tentar retratar uma situação tão complexa por diferentes perspectivas, mostrando que nem todo policial é ruim (mas muitos são), que policiais também sofrem e que as populações de comunidades são grandes vítimas da violência urbana. Ainda assim, a ficção da faixa das sete expõe os problemas de maneira mais branda do que a dura realidade do Rio de Janeiro.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos da novela Dona de Mim

Dona de Mim é ambientada em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O folhetim conta com direção artística de Allan Fiterman. No elenco,  estão Clara Moneke, Tony Ramos, Juan Paiva, Rafael Vitti e Cláudia Abreu, entre outros nomes. 


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