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NOVELA BÍBLICA
REPRODUÇÃO/RECORD

Julia Mendes como Adália em Paulo, o Apóstolo; personagem vive dilema difícil em trama bíblica
Prestes a estrear na Record em Paulo, o Apóstolo, Julia Mendes vai mergulhar em uma intensa jornada emocional na nova história bíblica da emissora. Na pele de Adália, a atriz encara um forte dilema na trama adaptada por Cristiane Cardoso: proteger os filhos em meio à perseguição, enquanto mantém viva a própria fé.
"Quando recebi o presente que foi o convite para dar vida a Adália, o que mais me atravessou foi essa tensão entre fé e decisão. Ela está completamente imersa na fé dela, mas ao mesmo tempo vive uma situação extrema de perseguição, na qual precisa proteger os filhos e revelar sua humanidade mais profunda", conta a atriz em entrevista ao Notícias da TV.
O papel exigiu de Julia uma entrega emocional e física, mas também um olhar atento para as contradições humanas. "Dar vida a Adália foi, pra mim, um exercício de compaixão e entrega. Eu me identifiquei com isso, com esse ser humano que não é 100% coerente, mas que age em meio à dor, à dúvida e ao amor", diz a atriz, emocionada ao descrever sua conexão com a personagem.
Para construir Adália, Julia participou de uma preparação intensa antes das gravações. O processo foi fundamental para que ela pudesse acessar as camadas mais profundas da personagem.
"Tivemos uma preparação muito importante com a nossa preparadora de elenco. Esses encontros antes das gravações foram essenciais, porque você sabe como é, quando as filmagens começam, a correria engole tudo, é uma cena atrás da outra", relembra.
A atriz ressalta que a preparação também ajudou a criar vínculos com os colegas de cena. "Esse tempo de aprofundamento nos personagens, de criação de vínculos com os colegas de cena, foi o que nos deu estrutura para chegar no set com mais verdade, mais escuta e mais densidade", pondera ela.
Embora Adália seja uma mulher de outro tempo, Julia enxerga paralelos com a maternidade contemporânea. "Adália toca em questões que atravessam gerações, especialmente esse amor visceral de mãe, essa contradição entre razão e instinto, fé e desespero", observa. "Toda mãe que ama seus filhos se vê nesse lugar de coragem, às vezes quase irracional, de proteger a qualquer custo", acrescenta.
Participar de uma novela bíblica também carrega um peso simbólico e artístico. Para Julia, há uma responsabilidade diferente. "Não no sentido de um peso negativo, mas de um cuidado extra. É uma história bíblica, então há uma expectativa de fidelidade, de respeito à narrativa original, mas também de entrega artística", explica a atriz. "Eu encaro como um desafio bonito, trazer emoção, verdade e sensibilidade para algo que é sagrado para tantas pessoas."
Com cenas fortes logo no início da história, Julia avisa que o público pode esperar emoção de sobra. "Desde os primeiros capítulos, a Adália já vive cenas muito potentes, cenas que falam sobre maternidade, fé e coragem. Ela é uma personagem que representa esse amor incondicional, essa força de uma mãe que, por seus filhos, é capaz de enfrentar qualquer coisa", assegura.
Apesar da carga espiritual da trama, Julia diz que seu foco está em dar vida à humanidade da personagem. "O mais importante é mergulhar na humanidade da personagem. A Adália viveu dores muito grandes, ela testemunha perseguições, apedrejamentos, mortes", comenta.
"Então independentemente da carga espiritual, é essencial que eu a defenda em cena com toda a empatia, com o corpo e a alma comprometidos com essa história cheia de camadas", finaliza ela.
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