A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
MARCELO MEDICI
REPRODUÇÃO/TV GLOBO
Marcelo Medici coloca a batina para testar a paciência dos fiéis em A Nobreza do Amor, a nova novela das seis da Globo. Na pele do padre Viriato, o ator assume um papel inédito em sua vasta trajetória na televisão, interpretando um religioso que, segundo ele, passa longe do estereótipo de santidade e doçura.
"Estou me divertindo muito. Porque acho que nunca passou pela minha cabeça fazer um padre, né? Eu tenho mais de 40 espetáculos de teatro e nunca tinha feito um padre", contou ele em entrevista ao Notícias da TV no evento de lançamento do folhetim.
Ranzinza e dono de um humor ácido, Viriato não terá a menor paciência para as beatas de Barro Preto e viverá em constante pé de guerra com a sobrinha, Belmira (Raissa Xavier), e com a órfã Rita (Julia Salarini). Como a igreja local não tem uma casa paroquial, o trio residirá na pensão de dona Geralda (Carol Badra), que vai virar cenário para os surtos de irritação do pároco.
"Esse personagem é legal, porque o pessoal fala: 'Ah, ele é ranzinza, ele é mal-humorado', mas não. Eu brinco que ele é o grilo falante. Ele é a voz da razão em Barro Preto, sabe? É o cara que vem trazer as verdades. Se alguém precisa tomar uma bronca, é ele que dá a bronca. E não é porque ele implica, não, é porque ele está certo", defendeu o ator.
Segundo Medici, a escalação para o folhetim criado e escrito por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr marca o retorno de uma parceria de sucesso. "É a terceira parceria com a Duca. Vou pedir música no Fantástico", brincou.
"E a novela está superbonita. Eu sei que a expectativa está altíssima, mas eu acho que ela vai ser correspondida, porque está muito bonita. É um elenco incrível e que me dá um orgulho, estou me sentindo escalado para a Seleção Brasileira de 2002", comparou.
Ambientada nos anos 1920, A Nobreza do Amor acompanha a princesa africana Alika (Duda Santos) --que, obrigada a deixar seu reino após um golpe de Estado, acaba encontrando no Brasil um refúgio. Assim, a história se desenvolve entre dois cenários fictícios: o reino africano de Batanga e a pequena cidade de Barro Preto, no Rio Grande do Norte.
"Eu acho que é a primeira novela que se passa na África de verdade. E, como disse o Elisio Lopes Jr, que é um dos autores também, a África é um personagem da novela. Então, ela atravessa a trama", celebrou Medici.
Embora o público esteja esperando pelo timing cômico afiado de Marcelo Medici, o ator ressaltou que o padre Viriato não foi construído para ser uma "piada pronta". Para ele, a graça do personagem reside na qualidade do roteiro, que permite oscilar entre o riso e a seriedade com facilidade.
"E da minha parte, o que eu posso dizer, o pessoal fala que 'é um personagem de humor'. Ele até tem situações engraçadas, que são do texto. Mas não é um personagem em que eu estou fazendo graça, sabe? O texto está engraçado e dramático quando precisa ser", explicou o intérprete.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.
A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.
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