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BALANÇO FINAL

Ótimas mocinhas e tramas repetidas: O que deu certo e errado em Êta Mundo Melhor!

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

As atrizes Larissa Manoela e Jeniffer Nascimento sorrindo, lado a lado, posando para foto em cenário de Êta Mundo Melhor!

Estela (Larissa Manoela) e Dita (Jeniffer Nascimento) em Êta Mundo Melhor!; ótimas mocinhas da trama

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 12/3/2026 - 13h00

Êta Mundo Melhor! chega ao fim nesta sexta-feira (13) depois de nove meses na programação diária da Globo. A novela das seis conseguiu bons momentos com personagens femininas fortes e relevantes, mas deixou a desejar com histórias repetidas e tramas fracas dos coadjuvantes.

Os autores Mauro Wilson e Walcyr Carrasco acertaram muito ao dar mais destaque para Dita (Jeniffer Nascimento), como protagonista, e ao criar a personagem Estela (Larissa Manoela), que teve trajetória bem executada e gerou torcida e empatia com seu drama familiar e seu triângulo amoroso.

Por outro lado, outras tramas não tiveram o mesmo cuidado. Houve repetições de histórias de Êta Mundo Bom! (2016), como no caso do personagem Asdrúbal (Luis Miranda), além de conduções um tanto modorrentas e desinteressantes, principalmente no núcleo do sítio.

Relembre aspectos que funcionaram muito bem e outros que não deram tão certo ao longo de Êta Mundo Melhor!:

Dita

A personagem, que foi bem coadjuvante em Êta Mundo Bom!, parte de cenas mais cômicas, agora teve o destaque merecido. Dita cresceu muito na trama e foi uma ótima protagonista; uma mulher forte, batalhadora, que não abaixa a cabeça e luta por seus sonhos. O romance dela com Candinho (Sergio Guizé) também funcionou bem.

A atriz Jeniffer Nascimento apresentou desempenho louvável em suas cenas de cantoria, além de ter mandado bem também nos momentos mais dramáticos de Dita. Apesar de algumas falhas de roteiro, ela foi uma mocinha muito agradável de se acompanhar e por quem torcer.

Estela

Uma espécie de mocinha secundária, Estela foi interessante desde o início, com os mistérios que assombravam seu passado. Ao longo dos capítulos, a história dela teve bons desdobramentos e cenas importantes, com revelações e embates fortes. Não raramente, Estela foi o ponto mais relevante da trama, e Larissa Manoela teve excelente performance neste papel.

Foi bem construído também o triângulo amoroso com a mocinha como centro. A entrada de Túlio (Cadu Libonati) na trama foi um golaço; o personagem formou um casal muito melhor e com mais química com a jovem do que Celso (Rainer Cadete), que tinha suas questões de caráter.

Vilões

Os vilões de Êta Mundo Melhor! foram páreo duro para os mocinhos. Bem construídos, eles se alternaram ao longo dos capítulos, disputando o posto de quem era mais perverso.

Ernesto (Eriberto Leão) e Sandra (Flávia Alessandra) agradaram ao público saudosista e não só mantiveram suas maldades como também mostraram novos lados; ela ainda mais louca, ele mais humano e arrependido. Já Zulma (Heloisa Périssé) foi uma boa adição ao elenco; uma personagem complexa, terrível, e ao mesmo tempo divertida.

Histórias repetidas

Desde o início, Êta Mundo Melhor! desenvolveu tramas bem parecidas com as de Êta Mundo Bom!, como o fato de Candinho procurar um filho perdido, assim como a mãe o procurou na novela interior; e também de Asdrúbal ser um personagem idêntico a Pancrácio (Marco Nanini).

É compreensível que a continuação de uma trama de sucesso tente manter a essência. No entanto, muitas vezes pareceu que Êta Mundo Melhor! não era uma história nova, mas sim um remake com alguns detalhes diferentes.

Coadjuvantes pouco ou mal explorados

As tramas dos coadjuvantes de Êta Mundo Melhor! foram, de forma geral, pouco interessantes. O núcleo da rádio foi o melhorzinho deles, com destaque para a trajetória de Margarida (Nívea Maria) como autora de radionovela.

Tirando isso, o desenvolvimento de outros personagens deixou a desejar. Destaques negativos para as tramas vazias, confusas ou pouco exploradas de Lauro (Marcello Argenta) e Tobias (Cleiton Morais), Haydée (Kênia Bárbara) e Araújo (Flavio Tolezani).

Núcleo do sítio

Com a saída de Candinho, Dita, Quincas (Miguel Rômulo) e Mafalda (Camila Queiroz, que nem da novela participou) do sítio de Piracema, este núcleo ficou esvaziado.

As tramas desenvolvidas lá foram um tanto sem graça, sem importância. As únicas cenas que salvaram este núcleo foram as do Natal, com tom lúdico e realismo fantástico na medida certa.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de Êta Mundo Melhor!.

Êta Mundo Melhor! foi criada por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson. A novela tem direção artística de Amora Mautner. A trama é ambientada dez anos após os acontecimentos da primeira fase da história, Êta Mundo Bom! (2016), e ganhou novos personagens.


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