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ENTREVISTA
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Anajú Dorigon em foto do Instagram; atriz interpreta Eugênia, personagem de A Nobreza do Amor
Eugênia em A Nobreza do Amor, Anajú Dorigon encara sua participação na novela das seis como um recomeço em sua carreira. De volta às telas da Globo depois de sete anos longe, a atriz vive uma fase de transformação pessoal e profissional, impulsionada por aprendizado constante.
Em entrevista ao Notícias da TV, a atriz fala sobre o período em que ficou afastada da emissora e destaca que sua profissão está diretamente ligada à evolução. "Uma das coisas mais bonitas do ofício é que a gente está em constante aprendizagem, porque é uma profissão completamente humana, sobre o ser humano, sobre as relações", afirma.
Para Anajú, o retorno à emissora, mesmo que tenha sido demorado, aconteceu no momento ideal. "Eu estou muito feliz não só de estar de volta, mas de estar de volta no momento em que eu me senti preparada", declara.
Outro fator que tornou a experiência especial foi o reencontro com profissionais que já fizeram parte de sua trajetória, como a autora Duca Rachid e o diretor Gustavo Fernandez. "Poder estar de volta junto com equipes que significam muito para mim é um presente", comenta.
Anajú também conta que não teve dúvidas em aceitar o papel, mesmo sendo uma participação menor no enredo do folhetim. "Assim que eles fizeram o convite e me contaram um pouco sobre a Eugênia, eu não tive dúvidas, primeiro por ser com eles e por confiar plenamente na qualidade no primor artístico que eles possuem", pondera ela.
Mas foi durante a preparação para A Nobreza do Amor que aconteceu a conexão mais marcante. Ao ler no roteiro uma das cenas, Anajú percebeu um detalhe e uma conexão inusitada com Eugênia que a surpreendeu.
"Perguntam para a personagem se ela tinha alguma fé e ela responde que é devota de Nossa Senhora Aparecida. E eu sou muito devota de Nossa Senhora Aparecida", revela.
A coincidência foi interpretada como um sinal, o que a fez buscar uma relíquia familiar que tinha tudo a ver com a produção. "É uma medalha de Nossa Senhora da minha avó, de 1920, de ouro, com uma imagem pintada à mão. Eu mandei para a equipe e falei: 'Gente, eu tenho isso, se fizer sentido, vou adorar emprestar para a personagem'", relata.
A sugestão foi aceita e passou a integrar a construção de Eugênia na novela. "Dito e feito, a personagem usa isso em diversas cenas. É muito bonito ver como essas histórias se encontram", diz.
Além da conexão espiritual, Anajú destaca o carinho pelo papel. Para ela, Eugênia é uma personagem que traz sensibilidade à trama e marca um momento especial em sua carreira na televisão.
Ao refletir sobre o momento atual, a atriz resume o sentimento que tem vivido. "É um pouquinho de tudo: reinvenção, recomeço e retomar o exercício da minha maior paixão", concluiu.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.
A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.
A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no Rio Grande do Norte.
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