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PRINCESA INDEFESA?

O detalhe antiquado de A Nobreza do Amor que não cabe nem em novela de época

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A atriz Duda Santos com expressão séria em cena como Alika em A Nobreza do Amor

Alika (Duda Santos) em cena de A Nobreza do Amor; princesa está à espera de seu salvador

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 25/3/2026 - 6h10

A Nobreza do Amor é uma novela que usa elementos lúdicos, como um reino fictício e sua família real, para contar uma história de romance e luta do bem contra o mal. Até aí, tudo nos conformes dentro de um universo fantasioso propício para uma novela das seis. Um detalhe, no entanto, chamou a atenção negativamente já nos primeiros capítulos.

A princesa Alika (Duda Santos), heroína da história, falou muito sobre esperar por um guerreiro que poderia salvá-la. Em pleno século 21 e em pleno mês de março --mês dedicado à valorização, à luta e à celebração das conquistas femininas--, uma protagonista ser colocada neste lugar de espera por um príncipe encantado ou guerreiro que pode salvá-la soa um tanto antiquado e ultrapassado, até para uma novela de época.

Na trama de A Nobreza do Amor, Tonho (Ronald Sotto) é este guerreiro que deverá salvar a mocinha. Logo no primeiro capítulo, quando ele nasceu, já houve uma profecia de que ele pertencia a outro reino, um local distante, e que chegaria a hora de retomar os laços com seu passado.

Também nas primeiras cenas da novela, a princesa Alika teve sonhos com o guerreiro por quem se apaixonaria e que teria o poder de livrar o reino e a ela mesma das garras de Jendal (Lázaro Ramos).

No capítulo inicial, o tal homem apareceu até num cavalo no meio do deserto, e a princesa depositou nele toda a sua esperança de ser salva do vilão.

Já a partir do final da semana passada e do início desta, Alika tem passado por grandes mudanças de vida. Ela teve de lutar fisicamente com os capangas de Jendal para sobreviver e partir com a mãe para o Brasil, deixando seu reino e o corpo de seu pai para trás. Em Barro Preto, a mocinha terá de se reinventar, com um novo nome e uma nova rotina, mais humilde e sem regalias.

É compreensível (e desejável) que a personalidade, os desejos e a forma de ver a vida de Alika mudem ao longo dos capítulos, numa demonstração de evolução e crescimento da personagem.

Ainda assim, ter uma protagonista nesta situação de princesa subjugada às ações dos homens nos primeiros capítulos foi um detalhe um tanto desagradável de se acompanhar. Ainda mais em comparação à personagem anterior de Duda Santos: a Beatriz de Garota do Momento (2024), uma protagonista forte, independente, que lutava por seus princípios e objetivos.

Por se tratar de uma história com ares de conto de fadas, é de se esperar que a princesa e seu guerreiro prometido, Tonho, derrotem Jendal no final e assumam o trono de Batanga. Ainda assim, seria interessante acompanhar, até lá, uma evolução de Alika, para que ela possa salvar a si mesma e a seu próprio reino, sem depender de homem nenhum.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.

A Nobreza do Amor conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920. A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no Rio Grande do Norte.


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