A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
BALANÇO FINAL
REPRODUÇÃO/HBO MAX

Beja (Grazi Massafera) e Severina (Pedro Fasanaro) em Dona Beja: atuações em destaque
Dona Beja chega ao fim conseguindo superar as atribulações de seus bastidores no período das gravações. A história do remake é forte e interessante, mas o grande trunfo da novela da HBO Max está mesmo nas atuações --tanto dos atores mais experientes quanto dos novatos.
O exemplo mais claro e óbvio é Grazi Massafera, que representou a cortesã Ana Jacinta de São José (1800-1873) com maestria. A atriz, que teve sua competência muito questionada quando começou a atuar após participar do BBB 5, mais uma vez mostrou que é capaz de transitar entre os mais variados tipos de cena --como já tinha feito em Verdades Secretas (2015), pela qual foi indicada ao Emmy Internacional.
Na pele de Beja, Grazi transbordou sensualidade nas muitas sequências quentes do folhetim. Mas também foi firme e condizente quando a personagem exigia outros tipos de emoção, como a dor de perder a filha e a força para afrontar o machismo dos moradores de Araxá (MG).
Companheiro de muitas cenas de Grazi, Pedro Fasanaro também merece reconhecimento por viver Severina. O ator se saiu bem em cenas delicadas nas quais a personagem encarou preconceitos e dúvidas quanto aos próprios sentimentos.
Já Indira Nascimento transformou Maria em uma vilã cheia de nuances, capaz de despertar o desprezo no telespectador com maldades contra a própria família --mas que ela acreditava ser justificáveis. A atriz provou novamente sua capacidade de interpretar personagens difíceis e sai da novela muito maior do que entrou.
Ainda muito lembrada pela Zilda de Laços de Família (2000), na qual serviu muitos cafezinhos para dona Helena (Vera Fischer), Thalma de Freitas entregou uma Josefa empoderada numa época em que mulheres negras e independentes eram rechaçadas pela sociedade.
Mesmo com uma trama mais coadjuvante, Erika Januza teve cenas interessantes como Candinha. Já nos primeiros capítulos, a atriz enfrentou sequências emotivas com a mocinha que sonhava em casar e formar uma família, mas acabou enganada e jogada no bordel da vila.
A estreante Catharina Caiado também se destacou como Carminha, ampliando a representatividade de mulheres fora do padrão na novela. A atriz encarou cenas de sexo com Honorato (Gabriel Godoy) e conquistou o público com o romance proibido.
Após chamar a atenção em Travessia (2023), Isabelle Nassar teve uma trajetória interessante como Olívia --mesmo que sem tantos momentos focados em sua personagem. O desejo da mulher em ser Beja acabou de maneira trágica, mas a atriz pôde mostrar mais uma vez a que veio.
Gravada em 2023, Dona Beja virou notícia muito antes de sua estreia por conta das confusões na equipe. Os desentendimentos ficaram mais evidentes quando Bianca Bin pediu para sair da produção.
Na época, a atriz exigiu saber a ordem das gravações do dia e, diante das negativas, afirmou que não trabalharia mais naquelas condições. A intérprete de Angélica chegou a ser afastada das gravações e não renovou o contrato quando os trabalhos precisaram se estender. Por isso, deixou o folhetim antes do fim e teve que rodar todas as suas cenas às pressas.
Além disso, o diretor Hugo de Sousa foi retirado do comando da novela e substituído por Thiago Teitelroit. A escolha de um português para estar à frente de uma novela brasileira sempre foi questionada pela equipe.
Hugo teve embates com Grazi Massafera e teria ameaçado tirá-la do elenco desde o começo dos trabalhos. O ambiente ficou tão ruim que ele parou de dirigir as cenas da atriz. O diretor artístico também teve brigas com Bianca Bin depois que ela encabeçou a demanda do elenco em saber a ordem em que as cenas seriam gravadas para que todos se preparassem com eficácia.
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