NOVOS DESAFIOS

Jayme Matarazzo admite que formato vertical impacta escolhas de interpretação

Reprodução/Tele Tele

Cena do personagem Bruno (Jayme Matarazzo) na novela vertical A Boa, a Má e o Marido Gigolô

Jayme Matarazzo interpreta Bruno na novela vertical A Boa, a Má e o Marido Gigolô, da Tele Tele

MATHEUS QUEIROZ

matheus@noticiasdatv.com

Publicado em 10/7/2026 - 6h10

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Jayme Matarazzo é destaque na novela vertical A Boa, a Má e o Marido Gigolô, disponível na plataforma Tele Tele. Com nove folhetins tradicionais no currículo, o ator admite que o novo formato impacta nas escolhas de interpretação, especialmente pelo curto tempo para o desenrolar da trama.

"A novela vertical traz o desafio de ter uma conexão com o telespectador muito mais rápida e dinâmica. Isso também interfere nas nossas escolhas de interpretação. A gente tem menos tempo para buscar uma conexão, emocionar e contar o enredo. Tudo precisa ser resolvido em uma velocidade muito maior", comenta o artista em entrevista ao Notícias da TV.

Para Matarazzo, o principal desafio técnico foi entender o enquadramento. Embora utilize câmeras tradicionais, os registros costumam ser feitos na vertical. "Os quadros estão sempre cheios. O seu corpo, o seu físico, tudo ali precisa estar conversando de outra maneira", acrescenta.

Superados os desafios, Matarazzo diz que ficou satisfeito com o resultado final. "A novela surpreende a todos que assistem, porque ela consegue imprimir um padrão e uma qualidade muito bonitos, mesmo em um trabalho vertical, que tem suas limitações até artísticas", elogia.

A trama conta a história de duas gêmeas, interpretadas por Vitória Strada, que levam vidas bem diferentes. Enquanto Marcelle se dedica a cuidar da mãe, Rayanne virou uma atriz de sucesso.

Matarazzo interpreta Bruno, empresário da irmã famosa, por quem Marcelle desenvolve sentimentos depois que assume a vida de Rayanne. A atriz morre em um acidente.

"Vi a Vitória no seu primeiro trabalho e estive com ela em seu primeiro teste em Tempo de Amar [novela exibida pela Globo entre 2017 e 2018]. É uma menina que tem minha admiração. Então, disse 'sim' para esse projeto pelas pessoas envolvidas e pelos desafios das novas linguagens", confirma.

Matarazzo também reencontrou Thiago Teitelroit, que o dirigiu em Cordel Encantado (2011) e em Sete Vidas (2015). O convite para a trama vertical partiu dele. "É um artista com um olhar muito único, diferenciado e apurado. É primoroso o trabalho dele. Eu tinha certeza que seria não só uma busca por um projeto em uma nova linguagem, mas uma busca pela manutenção de uma qualidade que a gente sempre fez questão de imprimir", enaltece.

O ator defende que o formato vertical "veio para ficar" e destaca a importância de mais oportunidades para os profissionais do audiovisual. "Ter oportunidade é o que vale. Acho que as pessoas terem como contar suas histórias, trabalharem e mostrarem os talentos tem um valor precioso, o que esses projetos verticais têm ocasionado."


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