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MUDANÇAS E TROPEÇOS
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Pedro Novaes vai interpretar Alexandre, papel interpretado por Guilherme Fontes na novela de 1994
O filme de A Viagem mal começou a tomar forma e já virou assunto por uma sucessão de movimentos nos bastidores. A Globo enfim tirou do papel uma adaptação que passou anos cercada por tentativas, já iniciou as filmagens e definiu boa parte do elenco principal. Ao mesmo tempo, o projeto também começou a acumular trocas de nomes, mudanças na história original e até ruído fora do elenco oficial.
A primeira reviravolta aconteceu na escolha de Diná. Antes de Carolina Dieckmmann ser confirmada como protagonista, a Globo procurou Deborah Secco para o papel. A negociação avançou, mas não foi concluída, e a atriz acabou recusando o convite por incompatibilidade com outro projeto de grande porte. Com isso, a emissora acelerou o acerto com Carolina, que já aparece envolvida nas gravações e até publicou bastidores da produção.
Com Carolina no papel que foi de Christiane Torloni em 1994, o filme também fechou Rodrigo Lombardi como Otávio, Pedro Novaes como Alexandre e Emilio Dantas como Téo. Lucinha Lins, que esteve na novela da Globo, fará uma participação afetiva como dona Maroca. A adaptação será assinada por Jaqueline Vargas, com direção de Henrique Sauer e supervisão artística de José Luiz Villamarim.
A "confusão" mais ruidosa até aqui não veio exatamente de quem está no filme, e sim de quem ficou fora. Fernanda Rodrigues, que viveu Bia na versão de 1994, tentou pegar embalo no projeto e manifestou o desejo de interpretar Estela, mãe de sua personagem na novela original. A Globo, porém, escolheu Sara Antunes para o papel. Depois disso, Fernanda desabafou publicamente por não ter sido escalada.
O filme vai trazer a história para os dias atuais e já confirmou alterações importantes em relação à novela. Uma das mais visíveis é Paty, filha de Diná, que deixará de ser uma criança para virar uma jovem adulta, agora interpretada por Lola Belli.
Outra decisão foi cortar Raul, irmão da protagonista no remake de 1994. Além disso, Belize Pombal participará de um núcleo ligado à homenagem que a produção fará a Léa Garcia (1933-2023).
No discurso oficial, a Globo vende A Viagem como uma história sobre perdão, redenção e evolução espiritual. Jaqueline Vargas definiu a obra como um relato sobre relações humanas e sobre a possibilidade de transformação mesmo depois dos tropeços.
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