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SERGIO GUIZÉ

Êta Mundo Melhor! nem tinha estreado quando Candinho fez diferença para ator

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Sergio Guizé e Davi Malizia em Êta Mundo Melhor!

Sergio Guizé com Davi Malizia em Êta Mundo Melhor!; ator encerra mais um ciclo como Candinho

GIOVANNA RIBEIRO

giovanna@noticiasdatv.com

Publicado em 4/3/2026 - 6h10

Na reta final de Êta Mundo Melhor!, Sergio Guizé olha para trás com certa melancolia. Aos 45 anos, reviver o caipira otimista de Walcyr Carrasco não foi apenas um exercício de atuação, mas uma jornada pessoal intensa, especialmente durante os últimos meses de gravação. O ator revela que o bordão "tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar" saiu da ficção para ampará-lo em momentos de luto real nos bastidores.

"Eu sinto que o Candinho é um cara extremamente otimista. Eu sou um homem sentido, eu sinto tudo. Então, eu tenho que buscar forças para manter o Candinho com essa energia", refletiu o ator durante conversa com a imprensa nos bastidores de Êta Mundo Melhor!.

Essa conexão profunda foi testada na prática durante o longo processo de produção. "A gente passa por coisas. Eu às vezes perco amigos, perdi amigos durante o processo, e eu só e pensei na frase do Candinho, e estamos aqui com a energia positiva que ele tanto precisa", confessou Guizé, visivelmente emocionado com o desfecho da trama.

Diferentemente da primeira vez em que viveu o personagem, em Êta Mundo Bom! (2016), Sergio Guizé entrou nesta sequência mais vacinado contra o "boom" de popularidade. Ele admite que, no passado, não estava totalmente pronto para o assédio. Para a sequência, ele criou a própria estratégia de preservação para chegar inteiro ao último capítulo.

"Desta vez eu já me preparei. Arrumei um lugarzinho isolado para eu poder não me corromper com os aplausos e continuar trabalhando por ele até o final. Eu acredito no trabalho", pontuou.

Para ele, o caipira funciona como uma "entidade" que rompe barreiras sociais. "O personagem é mais conhecido do que eu. Ele chega em lugares onde não tem nem saneamento básico. É o personagem mais importante da minha vida até agora", analisou.

Com as gravações se encerrando, Guizé celebra a vivência no set repleto de crianças e a possibilidade de acompanhar a evolução de atores mirins como Tom Zé, que vive o pequeno Joaquim. O protagonista também não poupou elogios a Jeniffer Nascimento, a Dita, que, para ele, "subiu de patamar".

"Vibrei muito com o talento da Jeniffer. Eu me emocionava mesmo com as cenas dela cantando e acho que ninguém poderia fazer isso a não ser ela. A personagem carrega uma carga dramática pesadíssima", ponderou.

Ao fazer o balanço de sua trajetória nesta reta final, o protagonista não esconde que o papel exigiu um preparo que vai muito além do texto. Guizé explicou que, para dar conta das clássicas cambalhotas do personagem, precisou manter uma rotina rígida. "Faço exercício para poder dar as cambalhotas que ele dá às vezes, menos do que na primeira [novela], mas eu estou aqui para eles", contou o ator.

No campo das relações em cena, o ator se divertiu com a dinâmica entre Candinho e Zulma, interpretada por Heloisa Périssé. Ele definiu a personagem como uma verdadeira "pedra no sapato" que o caipira tenta remover com extrema delicadeza para não magoar ninguém, já que a agressividade passa longe de sua natureza.

"O Candinho jamais agrediria a Zulma, jogaria alguma coisa nela. Aí eu deixo que as duas se entendam lá no humor da Lolô e da Jeniffer Nascimento. Eu fico meio de fora dessa confusão, só penso: 'Ah, meu Deus, Zulma, eu não quero te magoar, mas eu não gosto de você'", relatou.

Prestes a se despedir do folhetim, Sergio Guizé enxerga um horizonte ainda vasto para seu papel mais popular. Para ele, o caipira é uma figura atemporal que ainda tem "muita lenha para queimar" e fôlego para transitar por diversas outras histórias.

"É um personagem que pode participar de muitas outras histórias ainda. Com 45 anos, sinto que ele é o personagem mais popular", concluiu o artista.

Enquanto o público se prepara para se despedir (novamente) de Candinho, Sergio Guizé leva consigo o aprendizado de que, independentemente do que aconteça fora das câmeras, a energia positiva do personagem ensina: tudo pode melhorar.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de Êta Mundo Melhor!.

Êta Mundo Melhor! foi criada por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson. A novela tem direção artística de Amora Mautner. A trama é ambientada dez anos após os acontecimentos da primeira fase da história, Êta Mundo Bom! (2016), e ganhou novos personagens.


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