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MORTE E DOENÇAS

Dramas impecáveis: Os três maiores acertos de Rosane Svartman em Dona de Mim

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A atriz Suely Franco com expressão de choro em cena de Dona de Mim

Rosa (Suely Franco) em cena de Dona de Mim; personagem e atriz são grandes acertos da novela

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 14/8/2025 - 6h10

Dona de Mim se aproxima da exibição de seu capítulo de número 100. Apesar de ter sido alvo de críticas, pelos rumos dados a personagens como Leo (Clara Moneke) e Abel (Tony Ramos), a novela também conta com grandes acertos. As cenas da morte do patriarca dos Boaz, tanto a do acidente quanto a das reações dos familiares, foram muito boas. Destacam-se com excelência também as atuações de Cláudia Abreu e Suely Franco com os dramas de suas personagens.

O fato de Abel morrer desagradou a muitos telespectadores. Interpretado por um dos maiores atores do Brasil, o personagem era muito querido: um pai de família que amava os filhos, a mulher, a mãe, um homem de caráter ilibado.

Tirá-lo da trama foi uma manobra arriscada, mas que pode render bons frutos. A partir da morte de Abel, há uma grande reestruturação na família Boaz, o que provoca novas dinâmicas na novela, algo muito bem-vindo. Além disso, as cenas exibidas entre os capítulos da última semana, de 4 a 9 de agosto, foram de qualidade altíssima.

As sequências do acidente contaram com bastante uso de efeitos especiais e imagens criadas por programas digitais. Ainda assim, não ficaram toscas ou artificiais --a Globo mostrou que tem se aprimorado na utilização destes recursos, e a direção artística de Allan Fitterman também foi primordial.

Depois do acidente fatal, a novela retratou muito bem também as reações dos familiares de Abel, primeiro com o sumiço dele, depois com a notícia da confirmação da morte e, por fim, com o enterro.

Todos tiveram seus momentos de brilho. A atriz mirim Elis Cabral, que interpreta Sofia, é uma grande revelação da teledramaturgia e mandou muito bem nas cenas em que a personagem falou sobre morte e quis ficar sozinha, só pensando no pai.

Entre os adultos, os destaques vão para Marcello Novaes, na cena em que se embebedou após a morte de Abel e confessou amar o irmão, e para Suely Franco, que emocionou o Brasil em dois momentos.

Primeiro, quando Abel apareceu num sonho da personagem dela, Rosa, para se despedir. Depois, nas cenas do enterro do filho, em que o discurso da personagem e as expressões faciais da atriz lhe renderam enxurradas de elogios nas redes sociais.

A trama da morte de Abel evidenciou o fato de a autora Rosane Svartman saber retratar a morte em suas histórias como ninguém. Há dramas intensos, mas também sensibilidade, carinho, conversas. A morte não aparece apenas como um momento muito triste. Nas tramas de Rosane, ela faz parte da vida e dá brecha também para momentos bonitos.

Foi assim, por exemplo, com a morte de Luisão (Adélio Lima), pai de Marlon (Humberto Morais) na própria Dona de Mim; com a morte de Dora (Cláudia Ohana) em Vai na Fé (2023); e no filme Câncer com Ascendente em Virgem (2025), dirigido por Rosane.

Dramas bem desenvolvidos

Além da morte, as tramas de doenças têm tido desenvolvimento exemplar na atual novela das sete da Globo. São notáveis os casos de Rosa e de Filipa (Cláudia Abreu). Ambos têm caminhar um tanto lento, com diagnósticos que demoram a sair, mas exemplificam bem como estas situações podem acontecer na vida real.

Filipa foi recentemente diagnosticada com bipolaridade, uma condição mental na qual a pessoa oscila entre períodos de muito otimismo, muita empolgação, e períodos de apatia, melancolia. A personagem demorou a entender que isso era uma doença, e não apenas seu jeito de ser.

Mesmo com o diagnóstico, Filipa ainda resiste a aceitar o tratamento, por achar que os remédios psiquiátricos poderão afastá-la de sua essência, despi-la de sua personalidade artística.

Com atuação brilhante de Cláudia Abreu, a novela tem retratado os altos (muito altos) e baixos da personagem, com suas crises de mania e de depressão, sua dificuldade de aceitar a condição e os problemas que isso traz para sua relação com a filha, Nina (Flora Camolese). Dona de Mim é bem-sucedida ao retratar como a doença afeta não só o paciente, mas também a família, a vida profissional.

No caso de Rosa, a doença se mescla com o medo da finitude da vida e a questão do envelhecimento. A personagem expõe dificuldades enfrentadas por pessoas idosas, não só com problemas físicos e mentais, mas também por se sentirem excluídas da família, do mercado de trabalho, de círculos sociais.

Rosa ainda terá viradas em sua trama. Ela passará por uma bateria de exames e será enfim diagnosticada com Alzheimer. O quadro, no entanto, não será grave, e a idosa resolverá aproveitar o tempo que lhe resta para resolver sua situação financeira, sua herança, e também dar uma guinada pessoal. Ela começará a gravar receitas em vídeo, para serem publicadas num canal de YouTube, por exemplo.

A personagem faz um bonito e importante retrato sobre esta fase da vida, por mérito da atuação impecável de Suely Franco, da direção e da autora, que acertou ao incluir a terceira idade na novela.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos da novela Dona de Mim

Dona de Mim é ambientada em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O folhetim conta com direção artística de Allan Fiterman. No elenco, estão Clara Moneke, Tony Ramos, Juan Paiva, Rafael Vitti e Cláudia Abreu, entre outros nomes. 


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