VIOLÊNCIA SEXUAL
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Kami (Giovanna Lancellotti) em cena de Dona de Mim: personagem é estuprada por stalker na novela
A novela Dona de Mim traz à tona um dos dramas mais fortes e marcantes que Rosane Svartman já escreveu: o estupro de uma mulher. O enredo vivido por Kami (Giovanna Lancellotti) não é inédito na obra da autora, mas desta vez ganha contornos ainda mais sombrios com o agravante de o agressor ser um stalker que persegue a costureira há semanas.
A abordagem remete a Vai na Fé (2023), também de Rosane, em que Sol (Sheron Menezzes) revelou ter sido estuprada por Theo (Emilio Dantas) na juventude e ficou praticamente duas décadas sem saber se Jenifer (Bella Campos) era filha dele ou de seu namorado, Benjamin (Samuel de Assis).
A protagonista passou muitos anos de sua vida mantendo o crime em segredo por se sentir culpada e temer as consequências do abuso na trajetória de sua filha. Isso fez com que ela se afastasse do amado e criasse a herdeira como se ela fosse filha do padrasto, Carlão (Che Moais).
A diferença é que, em Dona de Mim, o crime será mostrado com mais brutalidade e terá consequências psicológicas imediatas. Kami se revoltará, sentindo-se imunda, e buscará a ajuda da amiga Leo (Clara Moneke) e do namorado, Marlon (Humberto Morais), além de denunciar o estuprador, Ronaldo (Bernardo Schlegel), à polícia.
A ideia original da autora previa uma gravidez decorrente do estupro. A novelista queria abrir espaço para debater aborto legal, acolhimento, entrega para adoção e direitos reprodutivos. Porém, a Globo recuou porque o tema poderia ser pesado demais para a faixa das 19h.
A gravidez foi descartada, mas o crime e o trauma permaneceram no enredo. A emissora tem evitado debater o aborto em suas novelas e até exigiu mudanças em Rosa dos Ventos, trama de Gloria Perez que estrearia no lugar de Vale Tudo e foi cancelada justamente porque o ponto de partida da saga era um aborto forçado.
O recuo revela o desafio constante das novelas em ousar sem perder o público que espera romance, humor e leveza. Ainda assim, Dona de Mim vai ao limite permitido para o horário, com uma narrativa que denuncia a violência sexual, expõe os traumas e foca no acolhimento, como já havia sido feito com maestria em Vai na Fé.
Rosane Svartman, que em Totalmente Demais (2015) já fez Eliza (Marina Ruy Barbosa) correr de um padrasto abusador logo nos primeiros capítulos, segue mostrando que, mesmo sob as limitações impostas pelo horário de suas novelas, não abre mão de discutir o que realmente importa.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos da novela Dona de Mim
Dona de Mim é ambientada em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O folhetim conta com direção artística de Allan Fiterman. No elenco, estão Clara Moneke, Tony Ramos, Juan Paiva, Rafael Vitti e Cláudia Abreu, entre outros nomes.
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