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FALTA AVANÇAR

Dona de Mim perde força com excesso de amor e esquecimento da morte de Abel

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Tony Ramos está caracterizado como Abel, seu personagem na novela Dona de Mim, da Globo

Tony Ramos como Abel em Dona de Mim: empresário morreu no começo de agosto na novela das sete

MÁRCIA PEREIRA, colunista

marcia@noticiasdatv.com

Publicado em 31/10/2025 - 6h10

Com diálogos intensos e cheios de humanidade, Dona de Mim é uma novela que emociona desde sua estreia em abril. A história, porém, perdeu sua força ao empacar com a briga pela guarda de Sofia (Elis Cabral) e a falta de avanço na investigação da morte de Abel (Tony Ramos). Ambas as tramas têm fugido da realidade, enquanto o vilão Jaques (Marcello Novaes) segue só com pequenos arranhões.

A disputa pela guarda da criança está sendo tratada de forma excessiva desde a ameaça do juiz de mandá-la para um abrigo, mesmo com os irmãos endinheirados querendo ficar com ela. O amor de Leo (Clara Moneke) pela criança é bonito e profundo, mas a construção do roteiro força a mão.

A ex-babá se ofender porque o namorado enfatizou que ela não é a mãe da menina é um pouco demais. O conflito dela com Samuel (Juan Paiva), aliás, está repetitivo: qualquer fala sobre maternidade vira motivo para briga, criando um ciclo cansativo e exagerado.

Além disso, o enredo tenta pintar Filipa (Cláudia Abreu) como a mãe ideal repentinamente, ignorando o histórico da personagem com a criança. A garota passou a primeira fase da novela odiando a madrasta.

O pior é que a atriz está sendo retratada como manipulável por conta de sua instabilidade emocional, como se a descoberta da transtorno bipolar justificasse a maneira como ela está agindo agora.

Outro tropeço grave na história é o assassinato de Abel, o personagem mais carismático da novela, que foi eliminado para sua família ficar em pé de guerra. A trama prometia um impacto devastador, mas a investigação simplesmente empacou.

O empresário morreu no começo de agosto, mas, mais de dois meses depois, ninguém descobriu pistas verdadeiras do que aconteceu. A polícia não avança, e a imprensa não cobre o caso com a intensidade que teria no mundo real.

Isso esvazia a tensão da história e gera frustração no público, que queria ver o vilão Jaques sendo desmascarado ou, no mínimo, desesperando-se com a possibilidade de ser pego.

Jaques só não está totalmente por cima da carne seca porque sua mãe, Rosa (Suely Franco), agiu a tempo de dar uma lição no filho antes que sua doença avançasse. Com isso, ele perdeu a presidência da Boaz.

Dona de Mim precisa urgentemente acelerar a investigação da morte de Abel e deixar um pouco de lado as abordagens à maternidade, porque emoção e bons diálogos a trama tem de sobra.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos da novela Dona de Mim

Dona de Mim é ambientada em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O folhetim conta com direção artística de Allan Fiterman. No elenco, estão Clara Moneke, Tony Ramos, Juan Paiva, Rafael Vitti e Cláudia Abreu, entre outros nomes. 


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