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PAN-AFRICANISMO

Detalhe importante na estreia de A Nobreza do Amor pode ter passado despercebido

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Mulher caracterizada como guerreira grita em combate, empunhando uma lança e usando adereços nas cores preto, vermelho e verde

Niara (Érika Januza) em A Nobreza do Amor: cores do pan-africanismo em batalha da independência

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 16/3/2026 - 19h08

Um detalhe importante na estreia de A Nobreza do Amor, nesta segunda (16), pode ter passado despercebido por uma boa parte do público. Em uma das primeiras cenas, quando Niara (Erika Januza) luta pela independência de Batanga, o figurino dela continha três cores: preto, vermelho e verde. Não é mero acaso. Essa combinação, junto com o amarelo, virou símbolo do pan-africanismo.

Durante os processos de libertação colonial na África, vários países buscaram inspiração na bandeira da Etiópia --uma das poucas nações que nunca foi colonizada por potências europeias-- para criar as próprias flâmulas. O Benin, que parece ter servido de principal referência para o reino fictício da trama, é um desses casos.

Congo, Gana, Guiné, Mali, Senegal, Togo, Mauritânia e São Tomé e Príncipe são alguns dos outros países que seguiram a mesma referência.

O mais curioso é que o primeiro capítulo mostrou que Batanga declarou a sua independência em relação a Portugal ainda no século 19. Ou seja, a nação da novela das seis seria uma das primeiras --junto com a Libéria, liberta em 1847-- a se rebelar do domínio colonial.

A passagem do tempo na trama também revela um cuidado evidente de pesquisa histórica, já que a história avança até os anos 1920. Trata-se de um período imediatamente posterior à Primeira Guerra Mundial (1914–1918), marcada por uma série de levantes contra o domínio europeu em diferentes regiões da África --incluindo Angola e Moçambique, que, assim como a fictícia Batanga, integravam o Império Português.

Apesar dessas rebeliões, os interesses europeus ainda prevaleceram durante décadas. Angola e Moçambique só conquistariam a independência oficialmente em 1975. Em A Nobreza do Amor, essa influência externa aparece de maneira explícita quando Jendal (Lázaro Ramos) surge negociando com representantes do Império Britânico.

A novela das seis, naturalmente, não assume o mesmo compromisso histórico de Nos Tempos do Imperador (2021), que buscava certa fidelidade aos acontecimentos reais, ainda que com suas licenças poéticas.

Afinal, aqui, a proposta é bem mais fantasiosa, na linha de Cordel Encantado (2011). Ainda assim, chama a atenção o cuidado em construir referências e contextos históricos por trás da narrativa.

Leia também -> Resumos dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.

A Nobreza do Amor é escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr, com direção artística de Gustavo Fernandez. 


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