A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
DIA DOS PAIS
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Alexandre Nero em Império (2014) e Marcos Palmeira em Pantanal (2022) estão entre os piores pais da ficção
Enquanto as redes sociais se enchem de homenagens repletas de emoção, fotos antigas e lembranças no Dia dos Pais, nas novelas nem sempre os patriarcas merecem ganhar homenagens. Alguns personagens da TV brasileira marcaram gerações por serem tudo, menos bons exemplos de paternidade.
Na ficção, eles conseguem ser ausentes, manipuladores, competitivos ou simplesmente desastrosos. Mesmo assim, muitos despertam o fascínio do público --seja porque a atuação de seus intérpretes foi impecável ou porque o roteiro soube explorar bem sua vilania.
Em clima de ironia para o Dia dos Pais, o Notícias da TV reuniu cinco figuras paternas das novelas que o público ama odiar. Muitos deixaram traumas e provaram que os pais da ficção podem ser muito mais complexos e polêmicos do que os de comerciais de margarina.
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José de Abreu como Nilo em Avenida Brasil (2012)
Pai biológico de Max (Marcello Novaes), mas com instinto paternal equivalente a zero. Sujo, interesseiro e absurdamente explorador, era o tipo de figura que transformava qualquer encontro familiar em pesadelo.
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Comendador (Alexandre Nero) estimulava competição entre filhos
Dizia que amava os filhos, mas deixava claro quem era o seu favorito. A relação familiar era marcada por conflitos: o empresário era competitivo até no almoço de domingo e conseguia transformar qualquer conversa em disputa pelo seu afeto. Não é à toa que, na família dele, amor e negócios estavam sempre no mesmo contrato.
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Marcos Palmeira interpretou José Leôncio no remake de Pantanal
Demorou anos para reconhecer o filho como tal, escolheu nome sem consentimento da mãe e ainda estimulou uma competição pesada entre os herdeiros. Teimoso, orgulhoso e cheio de verdades absolutas, era o tipo de pai que ensinava mais lições de paciência do que de afeto.
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César (Antonio Fagundes) ficou marcado por ódio e homofobia
O personagem fazia diferença entre a filha Paloma (Paolla Oliveira) e o filho Félix (Mateus Solano), que idolatrava o pai e buscava sua aprovação a todo custo. O patriarca não se dava o trabalho sequer de chamá-lo de "filho", e a situação piorou quando o personagem assumiu sua homossexualidade.
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Antonio Calloni como Matias em Além da Ilusão (2022)
Antes de ser diagnosticado com esquizofrenia, o juiz já era absurdamente rígido com as filhas --e também um péssimo exemplo de marido. Sua filha de um caso extraconjugal foi deixada com a cunhada, em brigas contra Isadora (Larissa Manoela) a chamou de "desonrada", e ainda foi capaz de matar sua primogênita.
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