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Autora de Além do Tempo, Elizabeth Jhin vive reclusa e não pretende voltar à TV

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Elizabeth Jhin está sorridente, sentada em um sofá

Elizabeth Jhin: autora medalhão da dramaturgia ficou conhecida por suas tramas espíritas

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 13/4/2026 - 16h00

Além do Tempo (2015) vai ganhar sua primeira reprise na TV aberta a partir de 27 de abril, na faixa Edição Especial, substituindo Terra Nostra (1999) nas tardes da Globo. O retorno da novela recoloca em evidência a trajetória de Elizabeth Jhin, autora que marcou a dramaturgia da emissora com histórias ligadas à espiritualidade, mas que está fora do ar há anos e não demonstra vontade de escrever um novo folhetim para a televisão.

Elizabeth deixou a Globo em 2021, depois de mais de 30 anos de casa. Ela preferiu não aceitar novos convites após o fim do vínculo com a emissora e disse que precisava de descanso depois de décadas dedicadas ao ritmo intenso das novelas. Também mencionou em entrevista que não pretende mais escrever para TV.

Hoje, a autora leva uma vida mais reservada, dedicada a leituras, viagens, filmes, cursos e também à pintura, atividade que retomou nos últimos anos. O último trabalho de Elizabeth na Globo foi Espelho da Vida, novela das seis exibida em 2018. O próprio site do Memória Globo destaca a trama como o capítulo final da passagem dela pela emissora até aqui.

Antes disso, a autora construiu uma assinatura própria com novelas como Escrito nas Estrelas (2010), Amor Eterno Amor (2012) e a própria Além do Tempo, sempre combinando romance, reencarnação e elementos espirituais.

A reapresentação de Além do Tempo chama a atenção por se tratar de uma novela espírita, gênero que perdeu espaço na Globo nos últimos anos e agora fica restrito às faixas de reprise. Em 2024, o Notícias da TV apontou que as tramas deixaram de ter prioridade na emissora em meio ao crescimento da preocupação com o público evangélico.

Ao mesmo tempo, produções ligadas ao universo cristão passaram a ganhar mais visibilidade, caso de Vai na Fé (2024). Esse movimento explica por que Elizabeth, mesmo sendo uma autora associada a sucessos de apelo popular, acabou ficando sem espaço nas gestões mais recentes da dramaturgia. O estilo que a consagrou continuou forte na memória do público, mas deixou de ocupar posição central na estratégia da emissora. 


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