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GABRIELA LORAN

Atriz temeu escolha do par de Viviane em Três Graças: 'Tinha que entender'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Gabriela Loran falando em entrevista ao Encontro, com microfone na mão

Gabriela Loran em entrevista ao Encontro; atriz confessou receio antes de entrar para a novela

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 10/12/2025 - 10h39

Gabriela Loran vive como Viviane uma das histórias mais comentadas de Três Graças. Ela, porém, admite que chegou à novela tomada por um medo muito específico: quem seria o par romântico da personagem. A farmacêutica, que se envolve com Leonardo (Pedro Novaes), só ganhou forma plena quando a atriz percebeu que não estaria sozinha na construção dessa relação.

A intérprete revelou em entrevista ao Encontro desta quarta (10) que carregava uma preocupação legítima quando recebeu o convite para a novela das nove. De acordo com Gabriela, ela precisava atuar ao lado de alguém capaz de compreender a sensibilidade por trás da identidade de gênero de Viviane.

"Minha preocupação, quando descobri que ela teria um par, é quem seria esse par. Porque, querendo ou não, o ator deveria ter uma sensibilidade a mais para entender esse universo", explicou.

A conexão com Pedro Novaes, porém, veio antes mesmo das gravações. Gabriela relatou que os dois se aproximaram rapidamente durante a preparação, criando um ambiente de confiança que seria fundamental para o desenvolvimento de "Vileo" --como o público apelidou o casal na internet. "A gente ri, a gente zoa, mas ao mesmo tempo a gente sente a energia um do outro", descreveu.

Essa parceria foi decisiva para uma das cenas mais emocionantes da trajetória de Viviane na novela. Gabriela contou que ficou profundamente tocada ao gravar o momento em que a personagem decide revelar sua história para Leonardo.

A troca entre eles foi tão intensa que ambos terminaram as gravações abalados. "A gente saiu muito emocionado dessa cena. Por mais que a Viviane seja trans, que eu também seja trans, eu nunca vivi essa realidade. Foi muito profundo, uma carga emocional muito grande", ponderou.

Além do romance, a atriz destaca que o casal também funciona como um retrato do que muita gente vive no Brasil. A relação marcada por tensão, afeto e conflito ressoa no público, que transformou o casal em queridinho da obra escrita por Aguinaldo Silva.

"O pessoal chama ele de 'lovers and enemies', amantes e inimigos. Essa relação conturbada representa a realidade de muitas mulheres como a Viviane", avaliou.

Para Gabriela, levar essa discussão para o horário nobre tem um peso ainda maior. Ela acredita que cenas como essa possuem impacto social e ajudam a ampliar a representação de pessoas trans na TV de maneira mais honesta e complexa, sem rótulos ou estereótipos. "Falar isso no horário nobre é muito importante pra gente", afirmou ela.

A atriz reforçou que a Viviane não se resume ao fato de ser uma mulher trans --e que esse também é o olhar que empresta à personagem. Segundo ela, a novela tem sido um espaço para mostrar pluralidade e aprofundar histórias que historicamente foram tratadas de forma limitada.

"O que a gente está fazendo hoje, na TV brasileira, principalmente em personagens como a Viviane, não é só fazer história. A gente está mudando a história de personagens como ela", disparou.

"A Viviane é uma mulher trans, mas trans não define a mulher que ela é. É isso que eu emprestei meu para a Viviane também. Eu sou trans, eu vou morrer trans, mas jamais isso vai definir quem eu sou. Tenho muito orgulho da minha história, mas eu não quero ser definida como isso. E a Viviane não é. Então, obrigada Aguinaldo", finalizou.


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