GABRIEL STAUFFER

Ator acredita que nomes conhecidos dão credibilidade às novelas verticais

Divulgação/TV Globo

Imagem de Gabriel Stauffer caracterizado como o Hugo de O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas

Gabriel Stauffer interpreta Hugo em O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas, do Globoplay

MATHEUS QUEIROZ

matheus@noticiasdatv.com

Publicado em 18/7/2026 - 18h00

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Gabriel Stauffer é um dos destaques de O Acerto de Contas das Gêmeas Trocadas, novela vertical que chega ao Globoplay na próxima terça-feira (21). Com folhetins como A Força do Querer (2017) e Pantanal (2022) no currículo, o ator defende que a presença de rostos conhecidos da televisão ajuda a dar mais credibilidade ao formato.

"O Globoplay pegar atores cascudos, renomados, e colocar nesse formato, traz uma certa credibilidade. É uma galera que a gente está acostumado a ver em novelas antigaças. Isso também chama público", inicia Stauffer, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

O artista compartilha a empolgação de dividir a cena com os veteranos Guilherme Leme e Giulia Gam, que interpretam seus pais na trama. "Quando me contaram que eu seria filho deles, eu quis muito, fiquei com mais vontade ainda de fazer. São pessoas que eu estou acostumado a ver. Compartilhar um set com eles foi muito maravilhoso. E todo mundo fazendo isso pela primeira vez! Nós íamos compartilhando nossas inquietudes", conta.

Stauffer interpreta Hugo, CEO da empresa de aviação do pai a contragosto. Ele namora Beatriz (Maíra Aniceto), mas, sem saber que ela trocou de lugar com a irmã gêmea após um assalto, se encanta com a espontaneidade de Berenice (Maya Aniceto). "É um cara bom no que faz, correto, mas que opta por viver os sonhos dos outros e nunca viver os sonhos dele", adianta.

O ator aponta que o principal desafio foi adaptar o tom da atuação à velocidade da trama. "Quando você está participando de uma obra com mais tempo, o clima e a ambientação vão levando o espectador para um lugar. Ali, é no seco. Em dois minutos, tudo acontece", destrincha.

No entanto, ele exalta que o formato coloca a interpretação do ator no centro das atenções. "No formato vertical, é só o rosto do ator. Está tudo ali na nossa cara. A gente tem que fazer aquilo acontecer. Dá uma importância maior para a atuação. Temos que ter cuidado para não borrar demais essa linha, não entregar demais. Já está no título, nos ganchos de um episódio para o outro, a trama já se dá", justifica.

Gabriel Stauffer defende que os dois formatos de novelas vão caminhar juntos e afasta as comparações depreciativas. "Acho que a gente tem que pensar na novelinha vertical como um upgrade do conteúdo digital que a gente está acostumado a consumir no celular, não como um downgrade da novela normal. Temos que estar aptos a falar tudo em um minuto e meio, passar as angústias, paixões e dúvidas do personagem naquele tempo, é muito louco."

Com teatro de rua, musicais, audiolivros e, agora, uma novela vertical no portfólio, Stauffer rejeita a ideia de focar em um único nicho. "É sempre maravilhoso fazer uma coisa nova. Tinha um bom tempo que eu não fazia uma coisa nova, inclusive. Você vai repetindo as coisas, usando as cartas que tem na manga. E é tão bom fazer algo pela primeira vez. Isso me marcou nesse sentido de entender que dá para dialogar, dançar conforme a música, diferentemente das outras novelas ou do teatro", conclui.


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