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NÃO DEU

Até Taís Araujo reclama da derrocada de Raquel em Vale Tudo: 'Queria ela poderosa'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Taís Araujo usa roupa cor-de-rosa em uma praia

Após golpe, Raquel (Taís Araujo) voltou a vender sanduíches na praia no remake de Vale Tudo

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 27/8/2025 - 21h41

A reviravolta na trajetória de Raquel (Taís Araujo), que perdeu sua fortuna e a Paladar após levar um golpe de Odete Roitman (Debora Bloch) em Vale Tudo, frustrou até sua intérprete. Segundo a atriz que vive a mocinha do remake, para ela seria muito mais interessante ver a protagonista seguir sua trajetória de ascensão. "Eu gostaria muito que a Raquel tivesse uma curva ascendente, poderosa", desabafou.

Em conversa com a Quem publicada nesta quarta-feira (27), Taís abriu o jogo sobre sua insatisfação com a derrocada da personagem, que perdeu tudo depois de ser traída pela sócia, Celina (Malu Galli), que optou por vender sua parte na Paladar para Odete em troca do bem-estar e da sobriedade de Heleninha (Paolla Oliveira).

"Esse momento da Raquel voltar a vender sanduíche na praia, confesso que recebi com um susto. Porque não era a trama original. Então, para mim, a Raquel ia numa curva ascendente. Quando vi aquilo, falei: 'Ué, vai voltar para a praia, gente?'", entregou a atriz.

Taís admitiu que concorda com os telespectadores que questionaram a queda da personagem, já que a Raquel de Regina Duarte não precisou passar por isso na versão da história de 1988 e apenas colecionou vitórias. "Estou vendo tudo que as pessoas tão falando, tá, gente? Vendo, escutando, lendo, entendendo. Me alio para caramba com vocês nesse sentimento. Inclusive, às vezes de frustração. De querer um outro movimento."

"Gostaria muito mesmo que a batalha que ela tivesse, o conflito em si, fosse de outra ordem. Conflitos éticos com Odete, por exemplo. E aí quando não tem, a gente tem que lidar com o que tem. E o que tem é isso", alfinetou. "Também tinha a esperança disso [de repetir a ascensão da personagem] e gostaria muito de vê-la assim. Como mulher negra, como artista negra, de ver uma outra narrativa sobre mulheres negras."

Quando peguei a Raquel para fazer, falei: 'Cara, a narrativa dessa mulher é a cara do Brasil. E ela vai ter uma ascensão social a partir do trabalho. Vai ser linda, e ela vai ascender e ela vai permanecer. Isso vai ser uma narrativa muito nova do que a gente vê sobre representação da mulher negra na teledramaturgia brasileira'. Quando vejo que isso não aconteceu, como uma artista que quer contar uma nova narrativa de país, e a dramaturgia proporciona isso, confesso que fico triste e frustrada.

A atriz, que tem lutado pela representatividade no audiovisual, reconheceu que os telespectadores negros também precisam ver uma narrativa mais positiva de pessoas pretas, o que a novela não conseguiu entregar. "É urgente que a gente se veja nesse lugar. E acho que a Raquel tinha todas as possibilidades de a gente contar essa nova narrativa dessa mulher."

Taís apontou que seu papel como artista é apenas dar vida ao texto escrito pela autora Manuela Dias, mesmo que não concorde com o que lhe é apresentado. "Quando li, pensei: 'Ai, meu Deus, não vai ter? Não, não vai ter'. Tenho que lidar com a realidade que me cabe, que é a intérprete de uma personagem que não é escrita por mim. Entendi e falei: 'OK, ela está escrevendo uma parte da história. Vamos embora fazer!"

Ela ressaltou que busca defender sua personagem, mesmo nos momentos com os quais não concorda. "E com respeito enorme a todas as mulheres que Raquel representa. Vou até o final defender essa personagem, porque acredito nessa mulher negra, que trabalha para manter uma família, que acende socialmente, que se dedica, que é uma mulher séria, capaz, competente."

Uma das atitudes que ela buscou foi o fato de Raquel não ficar se lamentando depois de perder a Paladar na traição de Celina. "Ela não ia ficar chorando, ela ia levantar e trabalhar. É o que as mulheres desse país fazem. As que estão na base da pirâmide. Elas levantam e são bravas, são valentes, são corajosas, elas vão trabalhar", valorizou. "[Mas] Eu gostaria muito que a Raquel tivesse uma curva ascendente, poderosa, que a batalha dela fosse outra e não a batalha pela sobrevivência."

Por fim, a atriz declarou que torce para que a personagem tenha, pelo menos, um desfecho positivo. "Espero realmente que a vida devolva a ela o que ela dá para a vida. Porque aí a gente vai ter uma narrativa que é muito interessante. Aí a gente vai ter uma narrativa que acho ser uma narrativa contemporânea. Está na hora de a gente ver a população negra nesse lugar. A vida do empreendedor não é fácil. Mas a gente conhece muitas histórias de sucesso."

"E para além das histórias que a gente conhece, a ficção, ela serve para a gente se sentir possível, para sonhar. Ela tem um trabalho de responsabilidade, sim, na construção da narrativa, de um país. E como o país entende um povo. Então, acho que é sobre isso também", sentenciou.

Leia também -> Resumo dos capítulos da novela Vale Tudo.

Vale Tudo foi exibida em 1988 e é um dos grandes sucessos da teledramaturgia brasileira. O remake da novela celebra os 60 anos da Globo. A autora Manuela Dias está responsável pela atualização da trama, e Paulo Silvestrini assina a direção artística.


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