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PARAÍSO PERDIDO
Manoela Mello/TV Globo

Enrique Diaz em Três Graças; ator volta à Globo em Paraíso Perdido, nova novela do Globoplay
O pastor Albérico de Três Graças (2025) virou passado para Enrique Diaz. O ator já se dedica a Paraíso Perdido, sua próxima empreitada na Globo. A novela de George Moura e Sergio Goldenberg é baseada em obras de Nelson Rodrigues (1912-1980), conhecido como "anjo pornográfico". A estreia está prevista para o ano que vem, no Globoplay.
Diaz tem sido figura recorrente nas tramas da emissora. Ele está no ar de forma quase ininterrupta desde 2022, quando participou da primeira fase do remake de Pantanal. No mesmo ano, o ator defendeu Timbó em Mar do Sertão. Ele retomou o personagem em No Rancho Fundo (2024), depois de atuar nos capítulos iniciais de Renascer (2024) e antes de ingressar na reta final de Volta por Cima (2024).
Em Paraíso Perdido, Enrique Diaz dividirá cenas com nomes como Alexandre Nero, Alanis Guillen e Eduardo Sterblitch. Nero viverá o protagonista Werneck, homem de negócios que busca preservar a pureza da filha Maria Cecília, papel de Alanis. O que ele nem imagina é que a mocinha é pervertida a ponto de se relacionar com o próprio cunhado, Peixoto, interpretado por Sterblitch.
A trama central é baseada em Bonitinha, mas Ordinária, um dos textos mais famosos de Rodrigues. Mas Moura e Goldenberg usaram outras três obras do dramaturgo para desenvolver Paraíso Perdido. Entre elas, Toda Nudez Será Castigada, sobre a paixão do viúvo Herculano (Julio Andrade) pela prostituta Geni (Hermila Guedes).
O elenco conta ainda com Juan Paiva, Larissa Bocchino, Maeve Jinkings, Bruno Mazzeo, Joálisson Cunha, Ricardo Teodoro, Vilma Melo, Juliano Floss, MC Cabelinho e Mel Summers. A direção artística caberá a Joana Jabace. Celso Taddei, Claudia Gomes e Claudia Tajes colaboram com o texto.
Com a nova novela do Globoplay, a Globo volta às adaptações de Nelson Rodrigues, recorrentes nas décadas de 1980 e 1990. O Homem Proibido (1982), desenvolvida por Teixeira Filho (1922-1984) para o horário das seis, enfrentou problemas com a Ditadura Militar (1964-1985) --tanto por revisitar Rodrigues quanto por contar com David Cardoso, então astro do gênero cinematográfico pornochanchada, como protagonista.
Em 1984, Meu Destino É Pecar foi transformada em minissérie por Euclydes Marinho, também responsável por textos da série A Vida Como Ela É... (1996), exibida dentro do Fantástico. Ainda, Engraçadinha - Seus Amores e Seus Pecados (1995), adaptada por Leopoldo Serran (1942-2008), com Alessandra Negrini e Claudia Raia no papel título, em fases distintas, e o próprio Enrique Diaz em uma breve participação.
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