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MARCO AURÉLIO

Alexandre Nero não queria que vilão de Vale Tudo fosse amado: 'Fugiu do controle'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Alexandre Nero com expressão séria em cena da novela Vale Tudo

Alexandre Nero como Marco Aurélio em Vale Tudo; ator esperava ser odiado no remake da Globo

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 19/8/2025 - 9h26

Alexandre Nero admitiu que já estava preparado para ser odiado na pele de Marco Aurélio no remake de Vale Tudo, mas se surpreendeu quando o vilão conquistou o público. O ator explicou que não tinha a intenção de dar um lado cômico para o personagem que enojou o telespectador na primeira versão da novela.

"Esse humor não foi colocado por mim, mas pelo redor que fugiu do meu controle. Fui fazer o Marco Aurélio para ser odiado, não fazer nenhuma concessão, não ia brincar, ia fazer um vilão mesmo", afirmou o artista em entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo.

"Tomei um susto quando a Manuela [Dias] me disse: 'Preparado para ser amado pelo Brasil?' Quando comecei a ler o texto, falei: 'ele não é tão terrível quanto pensei'. Tem um tempo de humor aqui. Aí me colocam [Luis] Lobianco de um lado, Karine [Teles] e Belize [Pombal] de outro...", comentou o intérprete, em referência aos colegas com os quais contracena na trama.

"Eu não tô fazendo humor, o texto, a trilha e meus comparsas são bem humorados. Tem grande diferença da gracinha e da graça. Eu sou galhofento, adoro fazer galhofa. Vim dessa escola, do teatro de rua, do besteirol. Adoro", continuou ele.

"É difícil fazer o mínimo possível, um humor inglês. Estou tentando fazer esse não humor, sério, quase nenhum. E aquele contexto que beira a surrealidade. Brigar com uma pessoa por causa do monocromático, vai para um lugar tão absurdo que acaba sendo cômico", analisou.

Nero falou sobre a experiência de encarar um mau-caráter na obra. "Acho legal as pessoas se divertirem e torcerem pelos vilões. Eles que fazem a roda de uma dramaturgia girar. Sem eles não tem história. Mocinho e mocinhos são sempre chatos, não podem sair da linha. Tanto na original como essa Vale tudo todo mundo permeia para o mal e para o bem."

"E, hoje, as pessoas estão mais informadas em relação ao que é uma novela. Em 1988, a senhora do elevador ainda batia o guarda-chuva na cabeça do vilão da novela. Hoje em dia não acontece mais isso. A leitura da Manuela Dias também é mais dócil, generosa, suave do que a de 1988", comparou.

O artista ainda disse que não aguenta mais ouvir os questionamentos sobre a banana que Marco Aurélio (Reginaldo Faria) deu ao Brasil no final da novela original. Ele torce para repetir a cena emblemática.

"Espero que sim. É outra novela, né? A Manuela Dias está com novidades, o que talvez seja um dos motivos do sucesso. As pessoas querem ver o que vai acontecer. Será que Odete [Debora Bloch] vai morrer mesmo? Até isso eu já estou duvidando", soltou.

"Então, esse negócio da banana fica até pequeno. Mas o gesto é extremamente atual. O tanto de gente pilantra, bando de canalha dando banana para o Brasil o tempo inteiro... A gente fica divagando: será que Leila [Carolina Dieckmmann] é quem vai dar a banana e passar a perna no Marco Aurélio? Será que ele vai escorregar na casa de banana?", cogitou.

Leia também -> Resumo dos capítulos da novela Vale Tudo.

Vale Tudo foi exibida em 1988 e é um dos grandes sucessos da teledramaturgia brasileira. O remake, escrito pela autora Manuela Dias, será substituído no final do ano por Três Graças, uma novela de Aguinaldo Silva.


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