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DIVERSIDADE

A Nobreza do Amor nasce com missão de mostrar África rica e protagonismo negro

ESTEVAM AVELLAR/TV GLOBO

Ronald Sotto e Duda Santos estão cararcterizados como Tonho e Alika em A Nobreza do Amor

Tonho (Ronald Sotto) e Alika (Duda Santos) formam o par romântico principal de A Nobreza do Amor

MÁRCIA PEREIRA, colunista

marcia@noticiasdatv.com

Publicado em 16/3/2026 - 6h10

A Nobreza do Amor, que estreia nesta segunda-feira (16) na faixa das 18h da Globo, nasce com uma proposta clara: colocar o protagonismo negro no centro da história e apresentar ao público uma África sofisticada, rica culturalmente. Com isso, a trama busca construir uma fábula afro-brasileira que revisita conexões históricas e traz ancestralidade, realeza e pertencimento.

Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr, a trama acompanha a trajetória da princesa africana Alika (Duda Santos) e sua ligação com o Brasil, em uma fábula ambientada nos anos 1920 que conecta um reino africano à cidade nordestina de Barro Preto.

Desde a origem da ideia, os autores decidiram que a representatividade seria o eixo central da história. "O protagonismo negro está na gênese da novela, desde a nossa primeira ideia: 'Vamos contar a história de uma princesa negra'. Então, a partir disso, foi se desenvolvendo toda a história e, evidentemente, com o protagonismo negro que vai atravessar a história do primeiro até o último capítulo", afirma Júlio Fischer.

Segundo Duca Rachid, a novela funciona praticamente como duas histórias paralelas que dialogam entre si ao longo de toda a trama. "Eu considero que essa é a novela mais difícil para mim em termos de escrita, de estruturação, porque ela tem uma trama na África que perdura, que atravessa a novela toda e que conversa com a trama em Barro Preto. São duas arenas e tramas que se conversam. É difícil sustentar isso durante toda a novela", explica.

A história acompanha o reino fictício de Batanga, palco de disputas políticas e intrigas palacianas, e a cidade nordestina onde Alika encontra refúgio após um golpe de Estado que derruba sua família do poder. A fuga da realeza e a travessia para o Brasil conectam os dois universos e dão início ao romance entre Alika e o trabalhador Tonho (Ronald Sotto).

África é mais do que cenário

Para Elisio Lopes Jr, a própria África assume um papel importante em A Nobreza do Amor. "A África não é um cenário que vai passar pela história em si, ela é um personagem. Eu definiria a África como personagem principal dessa história e um elo de ligação entre os nossos dois universos e todas as histórias que a gente vai contar aí na tela", afirma o autor.

De acordo com o novelista, a trama dialoga diretamente com a cultura bantu, responsável por grande parte da formação cultural brasileira.

A gente escolhe dialogar com a cultura bantu e trazer ali várias características dessa cultura que são importantes, como a lógica das migrações, a agricultura, a metalurgia e a organização social e política baseada em valores coletivos.

Além dessa base histórica, a novela também incorpora referências literárias brasileiras. Segundo Lopes Jr, os roteiros fazem um mergulho em universos narrativos inspirados por autores como Jorge Amado (1912-2001), Ariano Suassuna (1927-2014) e Dias Gomes (1922-1999).

"A gente tem um mergulho na literatura brasileira e nas referências que fazem parte do nosso universo. É uma espécie de homenagem mesmo, de brincar com essas referências e trazer isso para a frente da tela."

Romper com estereótipos

Outro objetivo da novela é romper com estereótipos que historicamente marcaram a representação do continente africano na TV. Para Duca Rachid, a trama busca mostrar uma África raramente retratada na dramaturgia.

Eu acho que a gente está retratando uma África que talvez nunca tenha sido vista, que é essa África nobre, rica em cultura e em história. Pelo menos essa é a nossa intenção: mostrar uma África sofisticada.

Essa visão também é reforçada por Júlio Fischer, que destaca o contraste com imagens estigmatizadas construídas ao longo da história brasileira. "A África foi muito estigmatizada como um território do primitivo. E a gente traz esse outro lado, essa outra visão, uma África sofisticada, nobre realmente, que vai influenciar muito esse nosso mundinho de Barro Preto."

Mesmo ambientada em um período de colonização europeia em vários territórios africanos, a novela evita focar apenas na violência histórica. "Apesar de estarmos registrando um período onde muitos países africanos estavam sendo colonizados, o assunto é o que existe de riqueza dentro dessa cultura", crava Elisio Lopes Jr.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.

A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.


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