TRIÂNGULO AMOROSO

A Nobreza do Amor enfim dá uma função real a Omar após quase 100 capítulos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Homem de cabelo escuro e barba deitado de olhos fechados na cama. Ao fundo, travesseiros e uma cabeceira com estampa geométrica colorida.

Omar (Rodrigo Simas) em A Nobreza do Amor: personagem está perdido dentro da história

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 20/7/2026 - 6h10

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As inúmeras mudanças que a Globo fez na programação para acomodar os jogos da Copa do Mundo atrapalharam --e muito-- os desdobramentos de A Nobreza do Amor. Não foi só Tonho (Ronald Sotto) que ficou bem mais tempo do que o esperado em coma: a viagem de Omar (Rodrigo Simas) também virou uma verdadeira odisseia na novela das seis da Globo.

O príncipe até teve destaque nos primeiros capítulos, quando ajudou Alika/Lúcia (Duda Santos) a fugir de Batanga para o Brasil. Desde então, porém, ele ficou tanto tempo em "banho-maria" que chegará a Barro Preto para disputar o coração de alguém que já está apaixonada por outro, praticamente sem força para alterar os rumos da trama.

A essa altura, o público não só aceitou que Tonho é o verdadeiro amor da princesa como a própria história deixa pouco espaço para um triângulo amoroso. A nobre vai demonstrar muito mais gratidão do que qualquer outro afeto pelo otomano --num triângulo amoroso que já nasce fadado ao fracasso.

Um desperdício e tanto de Rodrigo Simas, que sempre deu bastante trabalho para os galãs com quem disputou um par amoroso em novelas como Salve-se Quem Puder (2021), Novo Mundo (2017) e até Além do Horizonte (2013).

Esse erro que poderia ser resolvido de uma forma tão simples mostra por que A Nobreza do Amor tem passado em brancas nuvens no Ibope. O folhetim não é exatamente um fracasso, mas também não tem números expressivos --nem uma repercussão que, como em Vale Tudo (2025), compense tantos tropeços.

Falta conflito

A impressão é de que A Nobreza do Amor deixou de lado os grandes conflitos para virar uma espécie de Malhação (1995-2020) de época, com Alika tendo que se preocupar com as armações um tanto infantis de Virginia (Theresa Fonseca) --que também levou quase 100 capítulos para, enfim, virar uma vilã de verdade ao contratar cangaceiros para destruir o ateliê da princesa.

Outra percepção até aqui é de que o folhetim tomou um rumo bem diferente do que o imaginado inicialmente, especialmente com Jendal (Lázaro Ramos) também bastante deslocado, em um núcleo que ficou à parte de praticamente toda a história.

Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.

A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.

A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no Rio Grande do Norte.


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