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PRIMEIRO CAPÍTULO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Lázaro Ramos como Jendal em cena da estreia de A Nobreza do Amor, nova novela das seis da Globo
O primeiro capítulo de A Nobreza do Amor deixou claro que a nova novela das seis da Globo cumpre a promessa feita pela emissora de ter elencos cada vez mais diversos em sua produções. Com negros nos papéis principais, a trama abriu bastante o leque de temas que vão da exploração de riquezas naturais a profecias sobre destinos traçados em vidas passadas.
O que teve de diferente foi o fato de o vilão Jendal (Lázaro Ramos) dominar toda a estreia. O ritmo foi acelerado para apresentar o universo ficcional do reino africano de Batanga, situar sua história política e, ao mesmo tempo, plantar as sementes da saga central: o destino cruzado entre a princesa Alika (Duda Santos) e o trabalhador Tonho (Ronald Sotto).
Em poucos minutos, o capítulo percorreu décadas de história, do nascimento dos protagonistas à passagem de tempo que já os apresentou adultos. Essa velocidade, que poderia soar precipitada em outras produções, funcionou como uma espécie de prólogo.
O capítulo não economizou na construção do universo africano, ao mesmo tempo em que estabeleceu a sua contraposição geográfica e simbólica com Barro Preto, no Nordeste brasileiro. Ao final da estreia, ficou claro que o encontro entre Alika e Tonho não será apenas uma história de amor, mas também o ponto de conexão entre dois mundos separados por um oceano.
Se A Nobreza do Amor correu para posicionar as peças no tabuleiro, a estética da novela fez o caminho oposto: desacelerou para ser contemplada. A direção de Gustavo Fernandez chama a atenção pela qualidade visual, incomum para a faixa das seis.
O diretor, que já vinha demonstrando em trabalhos anteriores um interesse pela linguagem cinematográfica na televisão, aposta novamente em enquadramentos elaborados, fotografia sofisticada e cenas que exploram escala e atmosfera.
O resultado foi um capítulo de estreia visualmente marcante, com imagens que reforçam o caráter épico da trama. Outro aspecto que se destaca é a centralidade da negritude. Durante boa parte do primeiro capítulo, o telespectador só viu personagens negros ocupando posições de protagonismo, poder e complexidade dramática.
Isso dialoga diretamente com um movimento que a Globo vem construindo nos últimos anos em sua dramaturgia. Desde a criação de um departamento de diversidade e da ampliação de protagonistas negros em diferentes produções, a emissora tem buscado alterar gradualmente a representação racial em suas novelas.
Em Volta por Cima (2024), ela já havia apostado em um casal principal negro, e A Nobreza do Amor aprofunda esse caminho. Além disso, a presença de Lázaro Ramos se impôs com força. Seu Jendal surgiu como uma figura dominante desde o início.
O personagem reúne ambição, ameaça e imponência, e o ator conduz o vilão com intensidade. Outro destaque importante do capítulo foi a participação de Zezé Motta. Sua presença trouxe um peso espiritual.
A profecia sobre o menino predestinado, que terá papel decisivo no destino da princesa, introduziu uma dimensão mística à história e evidenciou a coragem da novela em dialogar abertamente com referências de religiões de matriz africana desde o começo.
A estreia também marcou uma mudança significativa de tom na faixa das seis. A novela que deixou o horário, Êta Mundo Melhor!, apostava em uma estética caipira e em tramas ancoradas em personagens infantis, com um tom frequentemente mais didático e familiar.
A Nobreza do Amor rompe com essa lógica logo na saída. O texto da novela também dialoga com temas bastante contemporâneos. A disputa pelo poder em Batanga está diretamente ligada à exploração de recursos naturais --no caso, o tungstênio, minério estratégico que desperta o interesse de potências estrangeiras.
Ao vender as riquezas de seu país e manipular alianças internacionais para se manter no poder, o primeiro-ministro Jendal encarna uma lógica que ecoa em conflitos reais. A trama evoca disputas que marcam o mundo atual, em que guerras e tensões internacionais frequentemente giram em torno de riquezas naturais, como acontece com o petróleo.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor.
A Nobreza do Amor tem como protagonistas a princesa africana Alika, interpretada por Duda Santos, e o trabalhador brasileiro Tonho, vivido por Ronald Sotto. A trama conta com a direção artística de Gustavo Fernandez
e é ambientada na década de 1920.
A história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr se desenvolve em dois universos fictícios: o reino de Batanga, na costa ocidental da África, e a cidade de Barro Preto, localizada no interior do Rio Grande do Norte, no Brasil.
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TUDO SOBRE
A Nobreza do Amor
Duca Rachid
Duda Santos
Elisio Lopes Jr
Gustavo Fernandez
Júlio Fischer
Lázaro Ramos
Novela das Seis
Ronald Sotto
Zezé Motta
Êta Mundo Melhor!
Resumo de A Nobreza do Amor: Capítulos da novela das seis da Globo - 16 a 25/4
Quinta, 16/4 (Capítulo 28)
Alika promete se vingar de Jendal e limpar a memória de Cayman. Adalgisa e Mirinho despistam Virgínia. Omar desperta chamando por Alika, e Jendal se enfurece. Adalgisa se insinua para Mirinho.
Maria Helena pede ajuda a ... Continue lendo
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