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SEM TRÉGUA

Warner rejeita nova proposta da Paramount por 'risco elevado' e segue com a Netflix

DIVULGAÇÃO/WARNER BROS. DISCOVERY

Gal Gadot em Mulher-Maravilha (2017), posando com escudo e tirando uma espada das costas

Gal Gadot em Mulher-Maravilha (2017), franquia da DC que pertence à Warner; empresa rejeitou Paramount

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 7/1/2026 - 10h32

A Warner Bros. Discovery rejeitou unanimemente uma nova proposta de aquisição apresentada pela Paramount Skydance e decidiu seguir com o acordo já firmado com a Netflix. A decisão foi comunicada em uma carta enviada aos acionistas nesta quarta-feira (7), na qual o conselho da empresa classificou a oferta rival como um negócio de "risco elevado", baseado em um nível considerado excessivo de endividamento.

Segundo a Warner, a proposta revista da Paramount, avaliada em US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 584 bilhões na cotação atual), configura um leveraged buyout, ou seja, um modelo de compra fortemente alavancado por dívida, que aumenta significativamente os riscos de execução e de conclusão da operação.

O conselho afirmou que o plano depende de "uma quantidade extraordinária de financiamento por dívida", o que poderia comprometer a estabilidade financeira da companhia.

Com isso, a empresa reafirmou seu compromisso com o acordo fechado com a Netflix, avaliado em US$ 82,7 bilhões (R$ 445 bilhões). A oferta da plataforma de streaming envolve pagamento em dinheiro e ações e, de acordo com a Warner, apresenta uma estrutura mais clara e previsível.

A Netflix tem valor de mercado próximo a US$ 400 bilhões (R$ 2,1 trilhões) e classificação de crédito de grau de investimento, o que pesou na avaliação do conselho.

A disputa pelo controle da Warner Bros. Discovery se tornou uma das mais observadas de Hollywood, já que envolve ativos valiosos como os estúdios de cinema e televisão e um vasto catálogo de conteúdos. Entre as principais franquias estão Harry Potter, Game of Thrones, Friends e o universo DC, além de clássicos como Casablanca e Citizen Kane.

Na carta aos acionistas, o conselho da Warner detalhou que o plano de financiamento da Paramount deixaria a empresa combinada com cerca de US$ 87 bilhões (R$ 468 bilhões) em dívidas após a conclusão da operação, o que tornaria o negócio o maior leveraged buyout da história.

A companhia também destacou que a Paramount tem valor de mercado em torno de US$ 14 bilhões (R$ 75,4 bilhões) e já possui classificação de crédito considerada especulativa pela S&P Global.

A Paramount informou que sua proposta incluía US$ 40 bilhões em capital próprio firmado pessoalmente por Larry Ellison, fundador da Oracle e acionista controlador da empresa, além de US$ 54 bilhões (R$ 215,5 bilhões) em dívida.

Ainda assim, o conselho da Warner avaliou que a estrutura continuava inadequada, oferecendo valor insuficiente aos acionistas e riscos elevados caso a operação não fosse concluída.

Outro fator citado foi o custo de romper o acordo com a Netflix. Segundo a Warner, a rescisão implicaria o pagamento de uma multa de US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões) à plataforma de streaming, além de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões) em taxas a credores e cerca de US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) em custos adicionais de financiamento. No total, a empresa estimou um impacto de US$ 4,7 bilhões (R$ 25 bilhões), o equivalente a US$ 1,79 (R$ 9,65) por ação.

O conselho também reiterou preocupações já levantadas anteriormente, como possíveis restrições operacionais impostas pela Paramount, incluindo o impedimento da planejada separação dos canais de TV a cabo em uma nova empresa de capital aberto, a Discovery Global. Para a Warner, a proposta rival não compensaria adequadamente os danos ao negócio caso a transação não fosse concluída.


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