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PARCERIA COM A CAZÉTV

O investimento que o YouTube fez para superar a Globo na Copa do Mundo

REPRODUÇÃO/FIFA

jogadores de futebol vestem amarelo e comemoram gol

Jogadores do Brasil comemoram gol em Copa do Mundo; torneio completo estará no YouTube em 2026

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 20/5/2026 - 16h55
Atualizado em 20/5/2026 - 17h12

A CazéTV vai ser uma das principais plataformas de transmissão da Copa do Mundo 2026. O canal de Casimiro Miguel assegurou a transmissão de todos os 104 jogos do mundial da América do Norte e fez o streaming superar a TV aberta, sobretudo a Globo, em volume de partidas pela primeira vez. O novo cenário só foi possível graças a um investimento pesado do YouTube.

O Notícias da TV apurou que, para o maior torneio do futebol de seleções, a plataforma do Google injetou dinheiro para a compra dos direitos e montou o plano comercial ao lado da Livemode, que é dona da CazéTV. O formato é parecido com o que as empresas firmaram para o Paulistão em 2022 e o Brasileirão em 2025. 

Embora não tenham revelado valores, fontes do Notícias da TV afirmam que o YouTube costura um acordo diferente para cada campeonato e auxilia a CazéTV de acordo com a demanda. Para a Copa 2026, as empresas asseguraram todos os jogos, 11 cotas de patrocínio -- que chegam a valores bilionários -- e o fim da dominância da Globo em contrato costurado diretamente com a Fifa (Federação Internacional de Futebol).

No grupo Globo, a Ge TV vai exibir 32 jogos do torneio, mas apenas no Globoplay, por conta da exclusividade do canal de Casimiro com a gigante de tecnologia. A N Sports, que entrou na Copa em consórcio com o SBT, também ficará de fora das transmissões.

Vale lembrar que a Globo tem 55 partidas da Copa do Mundo, uma a menos do que nas edições anteriores, quando transmitiu 56 jogos ao vivo. Já o SBT, que contará com Galvão Bueno e Tiago Leifert como vozes principais, transmitirá 32 jogos.

Cobertura de 'cauda longa'

Outro fato que chama a atenção é que a Fifa tem uma parceria com o YouTube a nível global para disseminação de conteúdo. O trato permite a retransmissão dos primeiros minutos para que criadores de conteúdo reajam. No Brasil, este acordo não vale por conta da exclusividade da Livemode.

Além das transmissões das partidas, a Copa do Mundo de 2026 vai ser alvo de disputa nas redes sociais. O acordo da Fifa com o YouTube evidencia uma estratégia de fazer viralizar conteúdos, chamada de "cauda longa" --conceito popularizado por Chris Anderson, em para explicar como conteúdos de nicho, fragmentados e distribuídos por muito tempo podem, juntos, gerar grande alcance.

Na prática, a aposta não está apenas no jogo ao vivo, mas também em cortes, melhores momentos, bastidores, entrevistas, reacts e vídeos curtos que seguem atraindo público dias, semanas ou até meses depois das partidas.

No Brasil, a plataforma aposta na grade ilimitada, sem as amarras da TV aberta, e na disseminação via Shorts com conteúdo rápido e vertical. 


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