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Nova chefia da Paramount toma decisão cruel sobre filmes para o streaming

REPRODUÇÃO/PARAMOUNT+

Kel Mitchell e Kenan Thompson vestem uniformes de lanchonete e têm expressões surpresas

Kel Mitchell e Kenan Thompson em Good Burger 2, lançado no Paramount+; filmes assim não terão vez

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 13/8/2025 - 18h22

Com a venda da Paramount Global para a Skydance Media aprovada depois de um ano de enrolação, a nova chefia do estúdio já prepara mudanças para sua gestão. Uma delas foi revelada nesta quarta-feira (13): o conglomerado não pretende mais investir em filmes exclusivos para sua plataforma de streaming, o Paramount+.

"Longas não são uma prioridade para mim", resumiu Cindy Holland, nova chefe de streaming da Paramount Global, que trabalhou 18 anos na Netflix, em coletiva para apresentar a nova direção do estúdio à imprensa.

A fala mostra que o posicionamento da empresa vai mudar bastante. Nos últimos anos, o Paramount+ investiu em filmes baseados na propriedade intelectual do conglomerado, como o infantil A Grande Aventura da Blue na Cidade (2022) e as continuações Zoey 102 (2023), Teen Wolf: O Filme (2023), O Retorno dos Thundermans (2024) e Good Burger 2.

Neste ano, o streaming também disponibilizou um revival da série Henry Danger (2014-2020) em formato de longa-metragem, uma aventura de Star Trek estrelada pela vencedora do Oscar Michelle Yeoh, e uma produção para o público teen com uma versão live-action de Dora, a Aventureira.

Jeff Shell, novo presidente da recém-formada Paramount Skydance Corporation, afirmou que o foco da companhia será exibir filmes nos cinemas e produzir séries para os canais de TV e o streaming --no melhor esquema cada um no seu quadrado.

Isso não impede, é claro, que os longas da Paramount sejam rapidamente disponibilizados no Paramount+ pouco tempo depois de sua chegada ao cinema. Quando era chefe da NBCUniversal, Shell fechou um acordo com os exibidores para que longas da empresa fossem disponibilizados em premium video on demand --ou seja, no streaming, mas com um preço extra-- apenas 17 dias depois do lançamento nas telonas.

"Eu não acho que todos os filmes são iguais. Longas diferentes merecem janelas diferentes [de exibição]. O lançamento no cinema é essencial e precisa ser uma parte da equação, mas nós vamos ser muito mais diligentes na hora de olhar e definir o valor", discursou o executivo.

Sem contar com filmes exclusivos, o Paramount+ deve investir mais em séries originais. David Ellison, dono da Skydance, já adiantou que o orçamento para produções do gênero vai aumentar --mas não deu valores por enquanto.

Já Cindy Holland deixou claro que, apesar de ser nova na empresa, já conhece bem as suas armas mais fortes. "Nós temos uma base ótima, que é o universo de Taylor Sheridan [com séries como Yellowstone, Lioness e Tulsa King]. Também temos franquias como Star Trek. Vamos expandir isso e nos certificarmos de que estamos oferecendo programação para todos os públicos, para virarmos um hábito diário, e não algo sazonal", sacramentou.


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