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GLOBOPOP

Globo se rende ao celular de vez com Carminha, humor e 'Vídeo Show vertical'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Adriana Esteves segura aparelho celular na mão e grita em cena de Avenida Brasil

Adriana Esteves em Avenida Brasil; novela vertical sobre Carminha é destaque do GloboPop

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 13/4/2026 - 21h00

Depois de algumas experiências bem-sucedidas com as novelinhas verticais, a Globo mergulha de vez no universo do celular com o aplicativo GloboPop, lançado oficialmente nesta segunda-feira (13). Entre os destaques, uma versão compacta da história de Carminha (Adriana Esteves), de Avenida Brasil (2012), e uma espécie de Vídeo Show (1983-2019) para mobile, com os bastidores das produções da emissora.

Para bombar no ambiente virtual, o humor é uma das armas não tão secretas da empresa. Além dos memes (como os que já são divulgados nas redes sociais da TV Globo), um grupo liderado por Caito Mainier vai fazer conteúdo engraçado diariamente. "A gente sabe o quanto o humor é importante nesse tipo de formato", diz Rodolfo Bastos, diretor de Produtos de Publishing da Globo, em conversa exclusiva com o Notícias da TV.

A ideia do app não é bater de frente com TikTok ou Kwai --já que os usuários não poderão postar os próprios vídeos--, mas sim entregar um conteúdo premium que passou pela curadoria dos responsáveis, com "o padrão de qualidade que o consumidor já conhece", segundo a própria emissora. No fim, o app vem para somar, não para substituir.

"TikTok, Kwai e Instagram não são concorrentes, são nossos parceiros. A ideia é que o GloboPop seja 'e', não 'ou'. Não é uma rede social, é um app de vídeos curtos, verticais, com curadoria da Globo e conteúdo dos nossos talentos. A proposta é dar algo de valor para o consumidor", resume Bastos.

A lista de talentos inclui nomes da própria Globo, como Renata Vasconcellos, William Bonner, César Tralli, Susana Vieira, Sabrina Sato, Lucas Gutierrez, Patrícia Poeta, Tati Machado e Ed Gama, mas também criadores de conteúdo de fora do conglomerado, como as gêmeas esportistas Bia e Branca Feres, a bióloga Mari Krüger, o fisiculturista Pantera e o fotógrafo João Almeida.

divulgação/tv globo

Patrícia Fontes e Rodolfo Bastos, executivos do GloboPop

O GloboPop também não tem a intenção de substituir a TV Globo --a equipe fala em criar um novo "ponto de contato" para o público. "A gente soma e entra em diferentes pontos da jornada do consumidor. Quando você vê um filme ou uma série e prefere ver na tela grande, a Globo vai estar lá. Se está no ônibus, esperando no consultório médico, tem o GloboPop", explica Patrícia Fontes, head de Produtos Digitais de Entretenimento da Globo, à reportagem.

As novelinhas verticais também estarão no aplicativo, mas com restrições: dramas disponibilizados nas redes sociais, como Tudo por Uma Segunda Chance (2025) e Loquinha (2026), poderão ser vistos na íntegra. Já as histórias do Globoplay, como Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário (2025) e Uma Babá Milionária (2026), terão apenas seus episódios gratuitos no GloboPop --quem se interessar pelo resto precisará assinar o streaming.

O aplicativo é, no fim das contas, o reconhecimento de que o público que está no celular não pode ser ignorado e que esse movimento não tem mais volta. Segundo os executivos, o uso do mobile já corresponde a 60% da internet global, e 76% do tráfego em aparelhos portáteis está nos vídeos. 

"O consumo digital evoluiu. As redes trouxeram velocidade e novos formatos, mas enfrentam também questionamentos sobre segurança e moderação. As pessoas valorizam contexto e confiança. O app responde a esse movimento ao reunir o que já é relevante em um ambiente seguro, pensado para a descoberta mais rápida e para alcançar as pessoas em todos os pontos de contato. É uma evolução natural do investimento da Globo em vídeos curtos verticais, já presente em diferentes frentes, como as novelinhas e a produção diária de vídeos verticais para os nossos portais de notícias", crava Bastos.


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