CENTENAS DE EMPREGOS

Disney promove demissão em massa, e Pixar e NatGeo são os mais afetados

REPRODUÇÃO/DISNEY

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REDAÇÃO

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Publicado em 21/7/2026 - 14h21

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A Disney realizou uma nova rodada de demissões em massa nesta terça-feira (21). A empresa cortou centenas de postos de trabalho em diferentes divisões, sendo a Pixar e o National Geographic as áreas mais afetadas.

  • Entenda a notícia
  • Disney demitiu centenas de funcionários nesta terça-feira (21);
  • Pixar e National Geographic foram as divisões mais afetadas. ESPN, a divisão de TV e áreas corporativas também sofreram cortes;
  • Em abril, a empresa já havia desligado cerca de mil funcionários;
  • A Disney reduziu o volume de produções para priorizar filmes com maior potencial nos cinemas.

De acordo com um porta-voz da companhia ouvido pela Variety, os desligamentos atingem funções corporativas, além de equipes da ESPN, da TV e dos estúdios da empresa. No canal esportivo, parte dos cortes está relacionada ao processo de integração com a NFL (Liga de Futebol Americano).

Já no setor de estúdios, a maior parte das demissões ocorreu na Pixar, enquanto, na divisão de televisão, a National Geographic concentrou o maior número de desligamentos. Os funcionários afetados foram comunicados na manhã desta terça.

Esta é a segunda grande redução no quadro de funcionários da Disney em poucos meses. Em abril, a companhia já havia demitido cerca de mil empregados das áreas de marketing, tecnologia, produtos, redes de TV, ESPN e setores corporativos. Na ocasião, o CEO Josh D'Amaro afirmou que a empresa buscava simplificar operações e criar uma estrutura mais ágil para acompanhar as transformações da indústria do entretenimento.

Segundo a Variety, os cortes na Pixar estão concentrados principalmente nas equipes de produção e operações. Fontes ouvidas pela revista afirmam que a decisão reflete uma mudança nas necessidades do estúdio, que vem reduzindo seu volume de produções e priorizando projetos considerados estratégicos.

Nos últimos três anos, a Walt Disney Studios reformulou sua estratégia para lançar menos filmes e concentrar esforços em produções de maior impacto para os cinemas, que posteriormente fortalecem todo o ecossistema da empresa, incluindo o Disney+. A mudança diminuiu o investimento em títulos produzidos exclusivamente para o streaming.

Dificuldades da Pixar

Apesar das demissões, a Pixar vive um momento positivo nas bilheterias. Em 2026, o estúdio lançou Cara de Um Focinho de Outro e Toy Story 5, que se aproxima da marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial e deve se tornar o filme de maior bilheteria da franquia.

Contudo, o icônico estúdio enfrentou dificuldades para transformar novas histórias em grandes sucessos desde a pandemia. Durante o período da Covid-19, produções como Soul, Luca e Red: Crescer é uma Fera estrearam diretamente no Disney+, o que, na avaliação de executivos da empresa, acabou condicionando parte do público a consumir os filmes da Pixar em casa, em vez de assisti-los nos cinemas.


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