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Sérgio Malheiros e Bruna Marquezine em Amor da Minha Vida; série impulsionou apostas nacionais
O Disney+ prepara uma nova fase com fortes investimentos em produções brasileiras. A plataforma pretende ampliar a oferta de conteúdo nacional e, a partir da metade de 2027, lançar uma produção feita no país por mês. A estratégia inclui séries, documentários e até novelas, gênero que ainda está em fase de estudos pela empresa.
A informação foi revelada por Monica Albuquerque, executiva responsável pela área de conteúdo local. Segundo ela, o plano de aumentar a frequência de lançamentos ganhou força especialmente após o desempenho de Amor da Minha Vida, série de comédia romântica protagonizada por Bruna Marquezine e Sérgio Malheiros.
"O resultado da série foi excelente e confirmou uma conversa que a Disney já vinha tendo sobre oferecer mais conteúdo para o público feminino", afirmou a executiva em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo. Para ela, existe um espaço importante a ser explorado entre mulheres de 25 a 50 anos, faixa que a companhia pretende contemplar com uma oferta mais robusta.
A executiva citou também o desempenho de História de Amor: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette como um dos fenômenos recentes que deram gás a essa estratégia. "As performances foram impressionantes. Isso reforçou que o Disney+ precisa ter uma oferta completa", explicou.
A segunda temporada de Amor da Minha Vida chega ao streaming em 9 de outubro e acompanhará Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros) depois do final feliz apresentado na primeira leva de episódios. Os protagonistas estarão frente a frente com desafios da rotina e de um relacionamento que parecia ter chegado ao ápice.
Monica contou que a equipe discutiu dois caminhos possíveis para a continuação da série. "Fazer uma franquia e, a cada temporada, começar uma história de um casal diferente. Ou mostrar o crescimento individual dos personagens e da relação", explicou. A segunda opção acabou prevalecendo.
"A segunda temporada é o depois do 'felizes para sempre'. É o que você faz quando a realidade bate à porta", afirmou a executiva. Satisfeita com o resultado, a Disney já iniciou conversas sobre uma terceira temporada. Monica também não descarta que a produção possa se transformar em uma franquia no futuro.
Para 2027, o Disney+ prepara ainda duas séries de ficção. Uma delas abordará o universo do jogo do bicho e reunirá Gloria Pires, Carolina Dieckmmann e Gabz. A outra será uma comédia sobre mulheres de 30 e poucos anos, com Camila Queiroz confirmada no elenco.
A plataforma também fará três documentários nacionais. Além desses projetos, a empresa estuda entrar no segmento de novelas. Monica, que trabalhou durante anos na Globo e também passou pela Warner, participou do desenvolvimento de projetos como Dona Beja (2026) e Beleza Fatal.
"Essa é uma estratégia que ainda está sendo conversada. Achamos que o gênero é super interessante para a audiência brasileira. Claramente dá resultado", afirmou. De acordo com a executiva, a companhia começou a pesquisar quais histórias poderiam ser contadas nesse formato.
Como ainda não existe um projeto escrito, a produção de uma eventual novela do Disney+ não seria imediata. "Demoraria pelo menos dois anos ou dois anos e meio para ter algo no ar", esclareceu.
O movimento acontece em um momento de discussão sobre a sustentabilidade das produções nacionais nos serviços de streaming. Para Monica, o mercado brasileiro precisa encontrar maneiras de fazer suas histórias alcançarem também o público internacional. "O que a gente precisa discutir é: como faz para viajar?", questionou.
A executiva citou Coreia, Turquia e Espanha como mercados que conseguiram ampliar o alcance de suas produções e defendeu que o Brasil busque um caminho semelhante. "Respeitando e abrindo espaço para a autoralidade e a diversidade, mas contando histórias de maneira que possam ser entendidas pela audiência global", ponderou.
Para Monica, a continuidade desse investimento depende de uma combinação de fatores. "A gente precisa de frequência, de investimento, de aposta, de crença e de esperança", declarou. A executiva destacou ainda a necessidade de desenvolver, desde a criação e a produção, um olhar que permita às obras brasileiras alcançar diferentes públicos.
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