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CORDA BAMBA

Até atores da Marvel criticam Disney e pedem boicote por causa de Jimmy Kimmel

REPRODUÇÃO/DISNEY+

Um homem e uma mulher estão dentro de um carro, dirigindo, com sorrisos forçados

Mark Ruffalo e Tatiana Maslany em Mulher-Hulk; ambos criticaram a Disney por decisão controversa

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 20/9/2025 - 16h21

A Disney enfrenta uma das maiores crises de imagem de sua história recente depois de a rede ABC ter tirado o talk show Jimmy Kimmel Live! do ar na última quarta-feira (17) para agradar a Donald Trump. Até atores da Marvel estão criticando o conglomerado e sugerindo que seus fãs boicotem produtos da empresa, cancelando assinaturas do Disney+ e deixando de ir aos parques de diversão, por exemplo.

Mark Ruffalo, que vive o Hulk no universo dos super-heróis, deixou claro o seu descontentamento com o estúdio neste sábado (20). Em um post no Threads, o ator compartilhou uma mensagem de que as ações da Disney caíram 7% desde a suspensão de Jimmy Kimmel e adicionou que a situação deve piorar.

"Elas vão cair muito mais se eles cancelarem o programa. A Disney não quer ser a responsável por quebrar a economia dos Estados Unidos", escreveu.

Tatiana Maslany, que interpretou a prima do gigante esmeralda na série Mulher-Hulk: Defensora de Heróis (2022), foi além e incentivou que seus fãs boicotem o conglomerado. Ela compartilhou uma foto dos bastidores da sua antiga atração com uma mensagem direta: "Cancelem suas assinaturas do Disney+, do Hulu e da ESPN".

Já o produtor Damon Lindelof, um dos responsáveis pelo fenômeno Lost (2004-2010), fez uma longa postagem na qual declarou que não trabalhará mais para a Disney até que o talk show de Kimmel volte ao ar. 

"Eu pude conhecer Jimmy muito bem nos últimos 20 anos e, se você também o conhece, sabe que ele é um homem carinhoso, empático e grato. Você sabe que ele ama o seu país. Você sabe que ele apoiou sua equipe durante as greves e sabe que ele é generoso, filantrópico e, acima de tudo, que ele é gentil", escreveu Lindelof em sua rede social.

"Eu fiquei chocado, triste e furioso com a suspensão e torço para que ela acabe logo. Caso isso não ocorra, não posso ficar com a consciência limpa se trabalhar para a empresa que o penalizou sabendo que ele não fez nada demais. E, se você pretende me xingar nos comentários, pergunte a si mesmo qual é a diferença entre uma piada e discurso de ódio", declarou o produtor.

Nos bastidores, porém, a crítica mais efusiva partiu de Michael Eisner, que foi CEO da Disney entre 1984 e 2005. Sem citar nomes, o executivo questionou a falta de pulso firme do seu sucessor, Bob Iger, à frente do conglomerado.

"Onde foi parar toda a liderança? Se presidentes de universidades, sócios de firmas de advocacia e chefes de grandes corporações não encararem os valentões, quem vai proteger a Primeira Emenda [que inclui a liberdade de expressão]?", questionou Eisner em um post no seu perfil do X.

"A 'suspensão por tempo indeterminado' de Jimmy Kimmel, imediatamente após o chefe da FCC [Comissão Federal de Comunicações] fazer uma ameaça agressiva, porém vazia à Disney, é mais um exemplo de intimidação fora de controle", seguiu o ex-executivo, em referência ao fato de Brendan Carr, presidente da FCC (e aliado íntimo de Donald Trump) ter sugerido que deveria caçar a licença da rede ABC pelos ataques ao presidente.

O que Kimmel disse para ser tirado do ar?

No monólogo de abertura do seu programa da última segunda (15), Jimmy Kimmel fez um comentário sobre Tyler Robinson, suspeito de ter matado Charlie Kirk --um dos maiores defensores de Trump entre o público jovem.

Kimmel sugeriu que Robinson seguiria os ideias do grupo Maga (Make America Great Again, ou Faça os Estados Unidos Serem Grandes Novamente, em tradução livre), formado por apoiadores de Donald Trump --ou seja, a morte de Kirk seria um "trabalho interno", e não um crime provocado por democratas.

"Atingimos um novo fundo do poço no fim de semana, com a gangue Maga tentando caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa exceto um deles. Agora, eles estão tentando de tudo para conseguir pontos políticos", alfinetou o comediante, que apresenta o talk show desde 2003.

Executivos do alto escalão da Disney concluíram que não havia nada demais na fala de Kimmel, mas optaram por tirá-lo do ar mesmo assim por causa da pressão de dois grupos que controlam um grande número de afiliadas da ABC pelo país, a Nexster e a Sinclair.

Em uma tentativa de agradar Trump e a FCC para obter vantagens com o governo, os dois grupos afirmaram que deixariam de exibir o talk show imediatamente. Isso afetaria a audiência do Jimmy Kimmel Live! e, por consequência, comprometeria a promessa de público do programa vendida para anunciantes. Assim, a direção optou pelo cancelamento temporário.

Segundo o Deadline e a Variety, executivos da Disney e da ABC tentaram negociar o retorno de Kimmel ao ar, com ele pedindo desculpas publicamente pelo que havia dito --só que o comediante teria se recusado a demonstrar arrependimento por uma fala que os próprios chefes não consideram problemática. Assim, ele segue sem previsão de voltar ao trabalho.

Na sexta (19), a ABC enviou uma nota para a equipe do talk show na qual informou que todos continuarão recebendo seus salários na próxima semana, mesmo fora do ar. Isso era uma preocupação do próprio Kimmel, já que seus colegas de trabalho ainda estão com as finanças comprometidas por causa das greves dos roteiristas e dos atores em 2023 e da pandemia em 2020.


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