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NEGÓCIO BILIONÁRIO

Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount após desistência da Netflix

REPRODUÇÃO

Logo do estúdio da Warner Bros. ao lado do logo da Paramount

A Warner Bros. foi adquirida pela Paramount Skydance após longa e turbulenta negociação

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 23/4/2026 - 14h29

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram nesta quinta-feira (23) a venda da empresa para a Paramount Skydance, avançando um acordo bilionário que deve transformar o mercado de mídia e entretenimento. Segundo contagem preliminar de votos, a proposta recebeu apoio massivo após o rompimento da venda para a Netflix.

A oferta prevê o pagamento de US$ 31 (R$ 154, na cotação atual) por ação, totalizando cerca de US$ 81 bilhões (aproximadamente R$ 402 bilhões). Considerando as dívidas, o valor do negócio chega a quase US$ 111 bilhões (cerca de R$ 551 bilhões).

Com a aquisição, a Paramount Skydance incorporará toda a Warner. Isso colocaria sob o mesmo grupo marcas e conteúdos como HBO Max, Harry Potter e CNN ao lado de ativos como CBS, Top Gun e o streaming Paramount+.

Disputa com a Netflix

Antes da aprovação, a Warner chegou a negociar com a Netflix um acordo de US$ 72 bilhões focado em estúdios e streaming. A proposta, no entanto, excluía a operação de TV a cabo, o que abriu espaço para a Paramount avançar com uma oferta hostil diretamente aos acionistas.

As três empresas disputaram o negócio durante meses. O conselho da Warner chegou a apoiar publicamente a proposta da Netflix, mas a Paramount acabou prevalecendo ao apresentar uma oferta mais alta. Diante disso, a Netflix desistiu de seguir na negociação.

Impactos e preocupações

A possível fusão une dois dos principais estúdios tradicionais de Hollywood, além de consolidar plataformas de streaming e operações relevantes de jornalismo televisivo nos Estados Unidos.

Executivos defendem que a união pode beneficiar o público, principalmente se houver integração entre HBO Max e Paramount+, ampliando o catálogo disponível aos assinantes.

Por outro lado, profissionais da indústria --como atores, diretores e roteiristas-- manifestaram forte oposição ao acordo. Em carta pública que já conta com mais de 3 mil assinaturas, eles alertam para o risco de demissões, redução de oportunidades e menor diversidade de conteúdo.

O CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que pretende manter as operações de Paramount e Warner separadas dentro do novo grupo. Ele também prometeu preservar a exibição de filmes nos cinemas por pelo menos 45 dias e estabelecer uma meta de 30 lançamentos por ano.

Apesar disso, documentos regulatórios indicam que haverá cortes de custos, incluindo demissões e redução de áreas sobrepostas.

Dúvidas sobre jornalismo e política

A fusão também levanta questionamentos sobre o futuro das Redações. Desde que passou ao controle da Skydance, a rede CBS já implementou mudanças editoriais relevantes. Caso a compra da Warner seja concluída, há expectativa de alterações semelhantes na CNN.

O processo também gerou discussões sobre possíveis influências políticas. Embora autoridades e executivos afirmem que isso não afetará a análise regulatória, declarações públicas recentes e relações próximas entre figuras políticas e investidores aumentaram a atenção sobre o tema.

Agora, com o aval dos acionistas, o acordo se aproxima da etapa final, ainda sujeito à aprovação de órgãos reguladores.


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