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CONTRADIÇÕES

Suzane foi abusada pelo pai? Conheça versões de A Menina que Matou os Pais

DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO

Leonardo Bittencourt e Carla Diaz em cartaz de A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais

Leonardo Bittencourt e Carla Diaz em A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 26/9/2021 - 6h20

Durante as investigações do assassinato de Manfred Albert von Richthofen e Marísia von Richthofen, Daniel Cravinhos falou à Justiça e à imprensa que Suzane havia relatado que era abusada pelo pai. A narrativa foi reforçada no filme A Menina Que Matou os Pais, que mostra a versão do namorado da herdeira sobre o duplo homicídio. Suzane, porém, sempre negou esse tipo de comportamento criminoso na família.

No longa, lançado no Prime Video na sexta-feira (24), Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt) se descreve como um jovem tranquilo e trabalhador. Na versão dele, Suzane começou a se transformar com o uso de drogas e passou a ter uma vontade frequente de dar um fim no pai e na mãe, que eram controladores ao extremo e não aceitavam o relacionamento.

De acordo com Cravinhos, ela ainda teria dito que apanhava e sofria abusos sexuais de Manfred von Richthofen. O aeromodelista chegou a dizer que a então namorada se sentia constrangida por apresentar hematomas decorrentes da violência.

O filme A Menina Que Matou os Pais apresentou esse viés e também indicou que Manfred e Marísia eram prepotentes e tinham problemas com bebidas alcoólicas, além de manterem relações extraconjugais: o pai com prostitutas; a mãe, que era psiquiatra, com uma paciente.

Já em O Menino Que Matou os Pais, narrado com base nos depoimentos de Suzane von Richthofen, a família dela é mostrada como rígida e interessada nos estudos da filha. O incômodo dos pais se dava pelo comportamento abusivo de Cravinhos com a herdeira. Além das discussões familiares, não há indícios de que o pai cometia algum tipo de abuso ou excesso.

O que os Cravinhos dizem dos Richthofen?

Em 17 de janeiro de 2006, a Folha de S.Paulo publicou uma reportagem com o título: "Pai estuprou Suzane, dizem Cravinhos". O texto trazia trechos de uma entrevista dos irmãos Daniel e Cristian para a rádio Jovem Pan.

"Os irmãos voltaram a falar das supostas agressões sexuais. Cristian foi o mais incisivo. Disse que Suzane afirmou que não seria uma pessoa feliz enquanto não sepultasse os pais. E que ela teria dito: 'Eu sou estuprada, sou molestada desde os 13 anos dentro da minha própria casa'. Daniel contou que o irmão de Suzane, Andreas, dormia no quarto dela porque a garota se sentia ameaçada", informava o texto.

Essa foi uma estratégia usada pela defesa dos Cravinhos para tentar provar que Suzane era a verdadeira mandante do crime. Na ocasião, o então advogado da assassina, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, negou o estupro. "Ela está revoltada com essa mentira torpe. Ainda que a alegação de ter sido vítima de abuso sexual melhorasse sua situação jurídica, ela não admitiria a mentira", afirmou o defensor.

reprodução

Suzane, Andreas, Marísia e Manfred Richthofen

Suzane nega estupro

Suzane von Richthofen, que sempre afirmou ter cometido o crime por influência do ex-namorado, negou essa versão de que teria sofrido abusos do pai. "Isso nunca aconteceu", reforçou ela, em entrevista para a revista Quem publicada em outubro de 2014.

Irmão de Suzane, Andreas von Richthofen tinha apenas 15 anos quando os pais foram assassinados. Em seu depoimento no julgamento, realizado em julho de 2006, o então estudante questionou o caráter da irmã, mas reforçou a versão dela de que Cravinhos tinha a iniciado no uso de drogas.

Andreas, que se tornou o único herdeiro dos bens dos pais, avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões na época, negou que qualquer um dos dois tenha sofrido agressões ou abusos sexuais dos pais. Ele também disse que se lembrava de apenas uma ocasião na qual o pai havia batido em Suzane.

"Ela o agrediu verbalmente, e ele deu um tapa", falou o jovem. Essa discussão é mostrada em um dos filmes disponíveis no Prime Video. "Meu pai era um homem muito mais digno do que muita gente aqui", provocou o herdeiro durante o seu depoimento à Justiça.


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