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CONTRA NORUEGA
Reprodução/Vitrine Filmes e TV Globo

Kaiony Venancio, Haaland e Robério Diógenes: disputa entre Brasil e Noruega marca Oscar e Copa
Os atores Kaiony Venancio e Robério Diógenes, que fizeram parte do elenco de O Agente Secreto (2025), torcem para que a Copa do Mundo sirva como a tão esperada revanche do Brasil sobre a Noruega. Embora a seleção nunca tenha derrotado a equipe escandinava, o motivo é cinema: o longa Valor Sentimental (2025) venceu o filme de Kleber Mendonça Filho no Oscar 2026.
Em entrevista ao Notícias da TV, os artistas se mostram otimistas com a vitória nacional. Os memes começaram no X, com a viralização de uma postagem do crítico cinematográfico Guilherme Jacobs. "Brasil x Noruega nas oitavas. Hora de a Seleção Brasileira vingar a derrota de O Agente Secreto para Valor Sentimental no Oscar", escreveu ele.
Venancio confirmou que está a par das brincadeiras. "Eu tinha visto um meme sobre a revanche do Oscar ser na Copa e sobre a torcida brasileira ironizar a remada norueguesa cantando 'rema, rema, remador'. Vale lembrar que nas últimas edições do Oscar era clima de Copa do Mundo também", diz o intérprete de Vilmar à reportagem.
Já Diógenes afasta o clima bélico e destaca a confraternização entre os dois elencos. "No fundo, não sinto que é revanche, acho que são coisas diferentes. Vi o ator de Valor Sentimental em Cannes e também fui convidado para a festa da Noruega. Algumas pessoas do elenco de O Agente Secreto estavam lá. Então, tinha uma confraternização do cinema. Mas eu vou estar torcendo muito pela Seleção Brasileira, sem dúvida nenhuma", confirma.
Apesar de nascido em Natal, Venancio é torcedor do São Paulo. O futebol tem tanto espaço afetivo em sua vida quanto o cinema. Ele relata que, além de jogar duas vezes por semana, também consome conteúdo sobre o assunto.
O artista avalia que o time da Noruega, além de bem organizado, conta com o craque Erling Haaland, que só na fase de grupos marcou cinco gols. No entanto, acredita que a Seleção Brasileira tem boas chances. "Se jogar de forma equilibrada e potencializar a habilidade individual dos nossos jogadores, temos chance de classificar."
Já Diógenes acredita que a imprevisibilidade do futebol pode fazer o Brasil superar a estatística e, finalmente, derrotar a Noruega. "Veja a Alemanha, que deu aquela goleada de 7 a 1 na gente e perdeu para o Paraguai", pontua.
Embora não tenham superstições, os atores confessam algumas tradições durante os jogos do Brasil. "Meu ritual mesmo é sentar longe dos estressados pra não me contaminar com as análises precipitadas", brinca Venancio.
"Quando vai chegando perto do gol, não gosto de estar com as pernas ou os braços cruzados. Eu descruzo os braços e as pernas e deixo a energia fluir. Não tranco essa energia (risos)", expõe Diógenes.
Por fim, o intérprete do delegado Euclides reforça que, assim como o futebol, as indicações de Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto ao Oscar também assumiram um papel de unir a nação.
"Era muito bonito ver a torcida pela vitória do cinema brasileiro. Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto representam nossa cultura, o poder do audiovisual. Em um momento em que as pessoas andavam um pouco desanimadas com a seleção, era como se o cinema tivesse trazendo essa energia nova", conclui.
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