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DARK HORSE

Música de Beyoncé e dinheiro de Vorcaro: As polêmicas sobre filme de Bolsonaro

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

um homem branco, usa um paletó preto, com uma faixa nas cores verde e amarela, em um cenário com nuvens escuras ao fundo

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro; o ator norte-americano interpreta o ex-presidente no filme

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 15/5/2026 - 9h00

Anunciado como um relato heroico da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o filme Dark Horse (Azarão, na gíria em inglês) acumula uma série de polêmicas nos bastidores. Ainda em fase de produção, a cinebiografia já foi alvo de uma ação judicial da cantora Beyoncé e, agora, foi revelado que Daniel Vorcaro, banqueiro preso pela Polícia Federal acusado de liderar o maior golpe já aplicado ao sistema financeiro do Brasil, teria ajudado no financiamento da obra --algo que a produtora nega.

Proibição de Beyoncé

A estrela da música mundial acionou a Justiça para proibir o filme de usar suas canções. A cantora tomou a iniciativa depois de o primeiro trailer liberado de Dark Horse utilizar a música Survivor, do grupo Destiny's Child, do qual ela era a líder, como trilha.

Na ocasião, membros da equipe de Beyoncé afirmaram que a produção do filme sobre Jair Bolsonaro não tinha autorização para usar a música. 

"Obviamente, a música foi utilizada sem autorização, e as providências legais já estão sendo tomadas para que seja retirado o mais rápido possível", disse Anderson Nick, um dos integrantes da Beygood, organização filantrópica mantida por Beyoncé.

Maus-tratos nos bastidores

Com as filmagens feitas em São Paulo, o filme enfrentou acusações de maus-tratos aos figurantes e a parte do elenco. Em dezembro do ano passado, o Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões) do Estado precisou ir até o set de filmagens para investigar as denúncias.

Figurantes reportaram terem sido alvos de agressões, proibidos de usar o celular e alvos até mesmo de restrições a idas ao banheiro, segundo reportagem do jornal O Globo.

Houve também denúncia de que os figurantes e atores com papéis secundários recebiam comidas estragadas e sofriam com atrasos no pagamento. A diária de um figurante, com jornada extenuante, era de R$ 165, ainda de acordo com O Globo.

Em relação às denúncias, a presidente do Sated-SP, Rita Teles, afirmou que a produção é obrigada a cumprir as leis trabalhistas vigentes no Brasil.

"É inadmissível a gente lidar com esse volume de denúncias de uma produção que vem de fora do país, não cumpre a legislação local, não apresenta os contratos de trabalho para o Sindicato de Artistas e de Técnicos, e isso gera uma insegurança muito grande", disse Rita.

O Notícias da TV procurou a GoUp Entertainment, responsável pela produção do filme, para pedir posicionamento sobre as supostas agressões e maus-tratos e aguarda retorno. Se uma resposta for enviada, o texto será atualizado.

Financiamento de Vorcaro

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) solicitou a Daniel Vorcaro ajuda com o financiamento sobre o filme do pai. O longa é estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por ter interpretado Jesus em A Paixão de Cristo (2004).

Vorcaro teria prometido R$ 134 milhões para custear o filme. Desse total, o banqueiro teria repassado R$ 61 milhões entre fevereiro e março de 2025, segundo o The Intercept Brasil.

Após cessar os pagamentos, Flávio Bolsonaro passou a cobrá-lo pelo resto da quantia em conversas reveladas agora. O senador, que até marcou um jantar para apresentar Caviezel a Vorcaro, admitiu ter pedido dinheiro ao banqueiro, mas negou que tenha qualquer ato ilícito nisso.

O caso é investigado pela Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades nos repasses que, supostamente, foram usados para custear a cinebiografia.

Produtora nega financiamento

Apesar de Flávio Bolsonaro ter confirmado o pedido de dinheiro feito por ele mesmo a Vorcaro para custear o filme, a produtora do longa, a GoUp Entertainment, negou ter recebido "um centavo" sequer do banqueiro.

"A GoUp Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do senhor Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário", disse a produtora em nota enviada à imprensa após a divulgação do áudio do senador.

Vale destacar que foi o próprio senador quem afirmou haver um acordo com Vorcaro para financiar o filme. "Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído", declarou o filho de Bolsonaro em um vídeo divulgado na noite da quarta-feira (13).

Dark Horse ainda não tem data de estreia prevista. Anteriormente, a produção tinha lançamento marcado para setembro, mas o site Deadline informou que os produtores ainda tentam vender a obra, para depois anunciar a estreia.


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