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PRIME VIDEO

Jogo do bicho vira corrida mortal em filme distópico com Santoro e Gagliasso

DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO

Rodrigo Santoro e Bruno Gagliasso em Corrida dos Bichos

Rodrigo Santoro e Bruno Gagliasso em Corrida dos Bichos; filme traz visão distópica do jogo do bicho

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 4/12/2025 - 20h00

O Prime Video levou ao palco da CCXP25 uma prévia de Corrida dos Bichos, filme nacional que imagina um Rio de Janeiro distópico no qual o tradicional jogo do bicho evoluiu para um espetáculo violento e altamente competitivo. Agora, os "bichos" são corredores que personificam os animais das apostas em disputas que misturam sobrevivência, adrenalina e espetáculo midiático.

O longa-metragem traz no elenco nomes como Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde e Grazi Massafera. A história transforma o radicalmente o jogo popular, sem perder sua essência simbólica.

"O jogo se transformou e agora é uma corrida, em que os corredores personificam esses bichos. É uma corrida pela vida, do próprio bicho que corre, por quem ele corre e por que ele corre", resumiu Matheus Abreu, que interpreta um dos corredores.

Ele prometeu uma mistura de fisicalidade extrema e urgência dramática. "Pode esperar muita corrida, parkour e porrada, além de toda a emoção", adiantou.

O ator contou que só percebeu o tamanho do desafio quando chegou ao set. A intensidade das cenas era tão grande que até seu dublê tinha um dublê. "Todo dia tinha dois dublês e, às vezes, três para o Mano, meu personagem. Um dublê não ia aguentar. Tinha uma maca de massagem pros intervalos, pra dar conta do outro dia", revelou o galã, arrancando risadas da plateia.

Isis Valverde, que também integra o elenco, destacou a experiência de atuar cercada de efeitos visuais. "Achei muito incrível que eu, o Bruno e o Rodrigo atuávamos com fundo verde", contou.

O trabalho pesado da pós-produção foi reforçado por Rodrigo Santoro, que interpreta uma figura central no sistema das corridas. "É um universo construído, um mundo distópico, um Rio de Janeiro inimaginável. É um gênero que a gente nunca fez no Brasil. É ambicioso", afirmou o ator.

Santoro explicou que a corrida é apenas uma peça de uma engrenagem maior: um espetáculo projetado para entreter, controlar e movimentar esse novo mundo. "Não é o jogo do bicho. É inspirado em uma transformação de um jogo que sobreviveu. É um show, além de ser um jogo", detalhou. Seu personagem, segundo ele, navega entre o poder, a vaidade e suas contradições.

"Eu me diverti muito fazendo esse personagem. Ele é um showrunner. Tem a ver com a corrida, e ele acabou evoluindo pra esse lugar. Ele descobriu como fazer um show disso. Ele está por trás de uma grande performance. E é muito vaidoso, adora um flash", adiantou.

Mesmo situado em um futuro não identificado, o filme dialoga diretamente com preocupações contemporâneas. "A gente aborda temáticas muito atuais no que virou o mundo", afirmou Santoro. "Não localiza exatamente quando estamos, não se apega a questões tecnológicas. Tem mais a ver com a relação entre as pessoas, com o sociopolítico e econômico."

Bruno Gagliasso reforçou esse ponto ao imaginar o impacto das escolhas que fazemos. "O que a gente está fazendo hoje pra construir um mundo que a gente fez lá? Imagina ver um Rio de Janeiro sem o mar, sem o Cristo? Será que a gente vai ficar lá? A gente pode chegar", alertou.

Questionado sobre o que o público pode esperar, o ator foi direto. "A única coisa que eu posso dizer está no teaser: vocês já ouviram uma expressão carioca que se diz 'o bicho vai pegar'? É isso aí", finalizou. O lançamento do filme está previsto para 2026.


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