DARK HORSE

Irregularidade no filme de Bolsonaro faz Ancine indicar multa de até R$ 100 mil

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Jim Caviezel como Jair Bolsonaro no filme Dark Horse

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, produzido pela Go Up Entertainment

REDAÇÃO

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Publicado em 5/8/2026 - 9h50

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A Agência Nacional do Cinema (Ancine) autuou a produtora Go Up Entertainment por irregularidades na gravação do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A infração pode resultar em multa que varia de R$ 2 mil a R$ 100 mil.

  • Entenda esta notícia:
  • Ancine autua produtora por irregularidades em filme sobre Bolsonaro.
  • Gravação ocorreu sem comunicação obrigatória à agência.
  • Multa pode chegar a R$ 100 mil, segundo regras do setor.
  • Filmagens teriam sido feitas com estrutura completa em São Paulo.
  • Lançamento do longa ainda depende de registro na Ancine.

Segundo o jornal O Globo, o auto de infração foi emitido em 28 de julho pela Superintendência de Fiscalização e Combate à Pirataria. O documento indica que a produtora realizou filmagens de uma obra estrangeira em território brasileiro sem comunicar previamente a Ancine, o que descumpre normas vigentes desde 2008.

Pelas regras da agência, produções internacionais precisam ser conduzidas por uma empresa registrada no Brasil, responsável por formalizar a comunicação e apresentar documentos como contrato, plano de filmagem e identificação da equipe estrangeira. No caso de Dark Horse, essas exigências não teriam sido cumpridas.

A irregularidade é considerada grave nos bastidores da Ancine. Há relatos de que as gravações ocorreram com estrutura completa em São Paulo, incluindo equipamentos e equipe técnica, o que reforça a avaliação de que não se tratou de uma captação pontual, mas de uma produção estruturada sem autorização.

A decisão sobre o valor da multa ainda será definida pela área técnica da agência. A tendência é que o caso seja analisado nas próximas semanas.

Apesar da autuação, o processo não impede automaticamente o lançamento do filme nos cinemas brasileiros, que ainda depende de registro formal junto ao órgão.

A Europa Filmes já entrou com pedido para distribuir o longa no país e planeja um lançamento amplo, com exibição em centenas de salas. Paralelamente, a Ancine também solicitou esclarecimentos à Spcine, ligada à Prefeitura de São Paulo, para verificar se houve comunicação às autoridades locais sobre as filmagens.

O caso ganhou repercussão política após virem à tona mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relacionadas ao financiamento da produção. Jornalista e proprietária da Go Up Entertainment, Karina Ferreira da Gama também é investigada.


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