A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
MINHA MELHOR AMIGA
Reprodução/Instagram

Gabi Amaral interpreta Isadora, filha de Clara (Ingrid Guimarães) no filme Minha Melhor Amiga
A atriz Gabi Amaral afirma ter superado pessoas conhecidas e até filhas de "gente grande" nos testes para conquistar o papel no filme Minha Melhor Amiga, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (3). Intérprete de Isadora, filha de Ingrid Guimarães na trama, a jovem foi escolhida pela própria comediante.
"Fiquei sabendo depois que o teste era muito maior do que eu tinha dimensionado. A Ingrid falou que foram mais de 400 meninas que fizeram o teste. Muita gente muito grande, filha de muita gente muito grande! A Ingrid me escolheu pessoalmente, ela sempre faz questão de dizer que ela e a Susana [Garcia, diretora] lutaram muito por mim na final, mas ela foi a responsável por dizer: 'Quero a Gabi'. Isso, por si só, já é uma grande responsabilidade", conta a atriz em entrevista ao Notícias da TV.
O filme narra as aventuras de Clara (Ingrid) e Júlia (Mônica Martelli), amigas de longa data que atravessam questões com a chegada dos 50 anos. Depois que as filhas Isadora e Manu (Giulia Benite) se mudam para Portugal em um intercâmbio, elas decidem embarcar para a Europa atrás das meninas. A obra é livremente inspirada em situações que as atrizes viveram em viagens com as filhas.
Gabi relata que Clara e Júlia, respectivamente, filha de Ingrid e de Mônica na vida real, participaram ativamente da construção das personagens e deram total liberdade para que Giulia e ela também acessassem as jovens.
"Ingrid e Mônica tiveram trocas com as filhas, e a gente podia ter também. 'Elas falam muito isso, e a gente gostaria de incorporar isso. Cabe na boca de vocês essa fala? Vocês falariam de outra forma?'. Isso foi em todas etapas, desde a caracterização até o figurino. Era meio que 'aprovado' com as meninas. Elas sempre faziam questão de falar com as filhas e passar para a gente", detalha.
As intérpretes tiveram a oportunidade de passar uma semana com Clara e Júlia, quando elas foram acompanhar as filmagens do longa em Portugal. "A gente conseguiu ter esse contato mais direto. A gente se conheceu tanto no quesito profissional quanto pessoal. Saímos, nos divertimos e conseguimos entender com essa convivência como a gente poderia aplicar o tom de fala das meninas nas nossas personagens", explica.
A imersão foi tão intensa, Gabi confessa, que foi difícil desapegar das gírias. "Minha mãe, outro dia, virou para mim e disse: 'Bossa, você falou igualzinho a Júlia e a Clara' (risos). Coisas que eu nem dizia e peguei para mim. Não consigo parar de falar o 'total' da Mônica", brinca.
Embora não seja estreante no cinema, Gabi assume que foi tomada por inseguranças ao integrar um filme de duas campeãs de bilheteria. "Acho que precisei me esforçar para não me sentir intimidada pelo tamanho da produção e por elas, e sim me inspirar muito", destaca. "Tanto a Mônica quanto a Ingrid foram muito solícitas, então, consegui aprender muito com elas."
Entre os principais aprendizados, Gabi cita a capacidade de improvisação das humoristas. "Por mais que a gente tenha feito leitura de roteiro, muita coisa acontece na hora com elas. Os filmes delas, principalmente esse, são algo vivo, mesmo durante o processo de filmagem", elogia. "Observá-las entre si, como um comentário delas em um segundo vira parte de um filme, isso mudou a minha perspectiva sobre o processo de criação e construção e me deixou muito mais confortável."
divulgação/paola monteiro

Gabi Amaral tem 19 anos e sonha em fazer séries de época e distópicas
Com 19 anos, Gabi foi vista na segunda temporada do reality Fuja se For Capaz, do Gloob, e no espetáculo D.P.A. – Um Mistério Musical em Magowood, projetos ligados ao público infantojuvenil. Também escreveu roteiros de cenas para o aplicativo Kwai, muito antes de as novelas verticais se tornarem realidade no Brasil.
A artista manifesta interesse em fazer novelas, mas aponta que a grande aspiração profissional é estar envolvida em produções que fujam de temas do cotidiano. "Meu sonho seria fazer uma peça de época, algo que eu possa me transportar e estar fora da minha zona de conforto, conhecer outros mundos. Conteúdos de época, fantasia, distopia e aventura são meu sonho como atriz."
No entanto, em um momento de transição para a vida adulta, ela não descarta a possibilidade de seguir em projetos infantojuvenis. "Não me oponho a trabalhar em tramas adolescentes porque sei o impacto que essas histórias têm na vida das pessoas, porque eu fui uma dessas. Eu gosto da capacidade transformadora desse tipo de trama", conclui.
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