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DIA DO CINEMA BRASILEIRO

De O Quatrilho a Cidade de Deus: Sete vezes em que o Brasil concorreu ao Oscar

DIVULGAÇÃO/GLOBO FILMES

Alexandre Rodrigues em cena de Cidade de Deus

Alexandre Rodrigues em Cidade de Deus; filme foi indicado em quatro categorias no Oscar de 2004

VICTOR CIERRO VIEIRA

victor@noticiasdatv.com

Publicado em 19/6/2021 - 6h15

Mesmo que as produções nacionais não tenham o mesmo orçamento ou alcance das bilheterias de Hollywood, o Brasil vez ou outra crava seu lugar na elite do cinema com uma indicação ao Oscar e prova que não se resume à caipirinha ou ao futebol.

De animação dramática a clássico de 1962, o cinema brasileiro tem uma gama de filmes nomeados em diferentes categorias. Fernanda Montenegro foi indicada a melhor atriz pelo filme Central do Brasil (1998), enquanto Democracia em Vertigem (2019) bateu na trave como melhor documentário.

Comemorado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro marca a data da primeira filmagem realizada no país, em 1898. O cineasta italiano Afonso Segreto (1875-1919) filmou a baía da Guanabara de um navio francês. Ele estava retornando da Europa, onde conseguiu os equipamentos de filmagens.

Para celebrar a data, o Notícias da TV relembra sete vezes em que o Brasil concorreu ao Oscar:

O Pagador de Promessas (1962)

Dirigido por Anselmo Duarte (1920-2009), o filme mostra a história do Zé do Burro, interpretado por Leonardo Villar (1923-2020). O homem faz uma promessa a Santa Bárbara, em um terreiro de candomblé, para salvar seu burro que foi atingido por um raio.

Após a melhora do animal, por conta de sua promessa, Zé doa metade de sua propriedade e começa a caminhada de 42 quilômetros para Salvador, enquanto carrega uma cruz de madeira gigante.

Sua jornada fica ainda mais difícil depois que sua mulher começa a se engraçar com um cafetão. Além disso, o padre resiste em lhe ajudar ao descobrir que Zé fez sua promessa em terreiro de candomblé.

O longa brasileiro concorreu ao Oscar de 1963 na categoria melhor filme internacional. O vencedor foi o francês Sempre aos Domingos (1962).

O Quatrilho (1995)

Na trama, que se passa em 1910, dois casais bem próximos se juntam para sobreviver e passam a morar na mesma casa no Rio Grande do Sul, em uma comunidade composta por imigrantes italianos. Porém, os problemas começam aí.

Teresa (Patrícia Pillar) se apaixona por Massimo (Bruno Campos), marido de sua colega de casa, Pierina (Gloria Pires). O amor é correspondido pelo homem. Os dois amantes decidem abandonar seus respectivos parceiros para começarem uma nova vida.

Os abandonados Pierina e Angelo (Alexandre Paternost) também acabam tendo uma experiência romântica, mesmo que ela seja repleta de momentos constrangedores e dramáticos.

Assim como O Pagador de Promessas, O Quatrilho foi indicado na categoria melhor filme internacional, mas perdeu para a produção holandesa A Excêntrica Família de Antonia (1995).

O Que É Isso, Companheiro? (1997)

Baseado na obra homônima de Fernando Gabeira sobre a luta contra a Ditadura Militar (1964-1985) no fim dos anos 1960, o jornalista Fernando (Pedro Cardoso) e seu amigo César (Selton Mello) se alistam em um grupo de guerrilheiros de esquerda.

Durante uma ação do grupo, César é capturado pelos militares. Para negociar a liberdade de seu amigo e outros companheiros, Fernando planeja sequestrar o embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

O longa também perdeu o Oscar de melhor filme internacional para uma produção holandesa. O vencedor da categoria foi o longa Caráter (1996).

Central do Brasil (1998)

Dirigido por Walter Salles, o filme conta a história de Dora (Fernanda Montenegro) que trabalha na estação Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. No local, ela escreve cartas para analfabetos.

A escrivã decide ajudar um jovem menino, Josué (Vinícius de Oliveira), depois que a mãe dele foi atropelada. Ela tenta encontrar, no interior do Nordeste, o pai do garoto que não chegou a conhecê-lo.

Além da indicação ao Oscar de melhor filme internacional, Central do Brasil também emplacou uma vaga para Fernanda Montenegro na categoria de melhor atriz. Os vencedores foram, respectivamente, A Vida É Bela (1997) e Gwyneth Paltrow, por sua atuação em Shakespeare Apaixonado (1998).

Cidade de Deus (2002)

O filme narra a jornada de Buscapé (Alexandre Rodrigues), um jovem pobre, negro e sensível que cresce na Cidade de Deus, favela do Rio de Janeiro conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade.

O protagonista tem medo de entrar no mundo do crime. Mas o seu talento como fotógrafo permite que ele siga na profissão. É através das lentes que Buscapé analisa o dia a dia da favela, onde a violência não para.

Dirigido por Fernando Meirelles, o longa concorreu em quatro categorias diferentes. Além de melhor diretor, a produção foi indicada a roteiro adaptado, edição e fotografia. Apesar de não sair vencedor, Cidade de Deus marcou um dos momentos mais importantes do cinema brasileiro no exterior.

O Menino e o Mundo (2014)

Nesta animação brasileira, um menino mora com a mãe e o pai em uma casa no campo. Por conta da falta de trabalho, o patriarca precisa abandonar o lar e partir para a cidade grande.

Triste e sem saber o que fazer, o garoto pega o trem e vai atrás de seu pai, descobrir o novo mundo em que ele mora. Mas, para sua surpresa, o menino encontra uma sociedade cheia de pobreza e exploração, além da falta de perspectivas.

A produção disputou a estatueta de melhor animação. Mas o vencedor daquele ano foi Divertida Mente, produção da Disney/Pixar.

Democracia em Vertigem (2019)

Com direção de Petra Costa, o documentário mostra o processo de impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff e a ascensão da extrema-direita no Brasil.

O filme da Netflix também exibe imagens exclusivas dos bastidores no Palácio da Alvorada e no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, além da votação que resultou na queda de Dilma.

O Oscar de melhor documentário foi para o longa Indústria Americana (2019), produção do casal Michelle e Barack Obama para a Netflix.


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