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CRÍTICA

Cry Macho: Clint Eastwood retorna às origens para dar adeus à vida de caubói

Divulgação/Warner Bros.

Clint Eastwood em cena de Cry Macho: O Caminho para a Redenção

Clint Eastwood em Cry Macho: O Caminho para a Redenção; longa estreia nesta quinta (16)

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 16/9/2021 - 6h25

Vencedor de quatro Oscars e uma das maiores lendas de Hollywood, Clint Eastwood volta aos cinemas com Cry Macho: O Caminho para a Redenção, que estreia nesta quinta-feira (16). No longa, o astro retorna às origens de sua carreira para dar adeus à vida de caubói em uma história tocante sobre acerto de contas com o passado.

Para os fãs da sétima arte, Clint Eastwood é sinônimo de filmes de faroeste. Ao lado de ícones como John Wayne (1907-1979) e Roy Rogers (1911-1998), o astro pavimentou a sua jornada ao sucesso capturando vilões, salvando donzelas e famílias em perigo em uma época na qual as histórias de bangue-bangue dominavam o cinema popular norte-americano.

Em Cry Macho, Eastwood veste o chapéu de caubói pela primeira vez em 29 anos em um filme que soa como uma despedida do gênero que o tornou ídolo. Agora, o ator e diretor interpreta um estilo de "vaqueiro" diferente daquele do início de sua carreira, mas se adequa aos novos tempos da cultura pop.

Na trama, situada no início dos anos 1980, Eastwood vive Michael "Mike" Milo, um ex-astro de rodeio e domador de cavalos que entrou em decadência depois de uma grave lesão e um acidente que vitimou sua mulher e filho. Alcoólatra e ranzinza, ele sobrevive com a ajuda de seu antigo chefe, Howard (Dwight Yoakam), que acaba o demitindo ao perder a paciência após tantos vacilos do amigo.

Um ano após a demissão, Mike é procurado pelo antigo amigo e recebe um pedido. Pela dívida mortal que o veterano caubói tem com o chefe, ele precisa ir à Cidade do México encontrar Rafo (Eduardo Minett), filho de Howard, para salvá-lo dos abusos de sua mãe e trazê-lo com segurança para os EUA.

DIVULGAÇÃO/WARNER BROS.

Eastwood (Michael) e Eduardo Minett (Rafo)

Mais uma vez dividindo a função de diretor e protagonista, Eastwood reutiliza diversos elementos já vistos em filmes anteriores. Não apenas por viver um caubói recluso e mal-humorado, mas também por resgatar a jornada de redenção de um herói cansado de tudo, mas que volta a encontrar sentido na vida ao se conectar com um pessoa mais nova --Menina de Ouro (2004) lhe rendeu dois Oscars com esta fórmula, repetida em Gran Torino (2013).

Há certa beleza em Cry Macho ao imaginar que este pode ser o último filme da carreira de Eastwood. Aos 91 anos, o ator tenta reviver alguns momentos de seus tempos áureos como astro de faroeste ao sair no soco com vilões e ser seduzido por belas mulheres. Mesmo que pouco crível --assim como alguém pedir a um idoso para enfrentar criminosos e resgatar um garoto--, de certa forma, não deixa de homenagear o legado de sua história em Hollywood.

Cry Macho, no entanto, redefine o significado de "macho" que tanto perseguiu Eastwood ao longo dos anos. Em conversa franca com Rafo no meio do deserto mexicano, ele explica que tal definição já não cabe mais no mundo atual. "Essa coisa de macho é superestimada. Apenas pessoas tentando ser assim para mostrar que têm coragem. Isso é o que resta para eles", diz.

De fato, Michael Milo acaba sendo um caubói muito diferente daqueles já vividos pelo ator. Mesmo com traumas e arrependimentos, o personagem é mais aberto às relações e sabe reconhecer o seu valor no mundo ao reencontrar o que lhe faz feliz --ou o que poderia fazê-lo.

Nada indica que Cry Macho será seu último filme. Em entrevista recente, Eastwood confirmou que, apesar da idade, não irá se aposentar. Se por acaso sua carreira continuar, o longa serve como uma tocante e significativa despedida a um tipo de personagem que caiu em desuso nas últimas décadas, mas jamais deixará de ser marcante na história do cinema.

Assista ao trailer legendado de Cry Macho: O Caminho para a Redenção:


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