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JADE MASCARENHAS

Atriz de A Própria Carne ama filmes de terror, mas às vezes fecha os olhos

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Mulher jovem de cabelo castanho escuro observa atentamente a chama de uma vela acesa que segura com as duas mãos. A iluminação é quente e suave, com outras velas desfocadas ao fundo, criando clima de mistério e tensão

Jade Mascarenhas em cena de A Própria Carne: atriz se divertiu até fazendo filme de terror

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 28/10/2025 - 14h00

O filme A Própria Carne, exibido no Festival do Rio de 2025, mergulha numa atmosfera densa e inquietante. A trama acompanha três desertores da Guerra do Paraguai (1864-1870) que se refugiam em uma cabana repleta de segredos sombrios. Fora das câmeras, no entanto, o clima foi bem diferente: Jade Mascarenhas, que interpreta um dos papéis centrais, achou as filmagens o maior barato.

"Gravar um filme de terror é a coisa mais divertida do mundo. É só isso que tenho a dizer. Inclusive, assisto muito. Mesmo que às vezes eu feche o olho", admite a atriz, em entrevista ao Notícias da TV.

"É um gênero em que se pode experimentar muito, para além do melodrama ou da comédia que são muito comuns e excelentes no Brasil. Ainda quando se fala em terror aqui, pensamos mais no estilo trash, slasher ou sobrenatural, mas o terror abrange dimensões filosóficas, metafóricas e subjetivas também", acrescenta.

“Acho que nosso filme pode orgulhar os fãs do gênero. Aguardo ansiosamente por mais oportunidades no terror também", conclui Jade.

As filmagens aconteceram em Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, com referências como aclamado A Bruxa (2015), do diretor Robert Eggers. "Ficamos meio isolados do mundo naquele lugar frio e um tanto inóspito, e isso foi por si só uma imersão. Foi um desafio, todos tivemos cenas difíceis, mas o apoio uns dos outros ajudou muito", avalia.

Se os filmes de terror ainda são poucos explorados no Brasil, ainda que uma nova onda venha mudando essa realidade, Jade também já se jogou em um produto que é paixão nacional: as novelas --ela fez a sua estreia no remake de Elas por Elas (2023).

"O mais legal da novela é justamente ser acessível. Assistir a uma série, a um filme ou a uma peça pode exigir mais logística, mas a novela está lá, disponível para todo mundo. Não tem desculpa: todo mundo assiste. E foi bonito sentir esse entusiasmo das pessoas ao meu redor", afirma.

Com 10 anos de carreira, ela tem na ponta da língua o conselho que daria para si mesma no início da jornada. "Falaria que, se quer resultados rápidos, é melhor procurar outra carreira (risos). Eu estudei muito, mas aprendi muito mais fazendo, foram dezenas de curtas independentes, ideias e projetos malsucedidos, flops e frustrações", finaliza.


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