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NICOLE CORDERY

Atriz afirma ter sentido 'bênção' de Chorão em cinebiografia do cantor

JOÃO CALDAS

Nicole Cordery posando sorridente em um fundo cinza

Nicole Cordery: atriz interpreta mãe de Champignon em cinebiografia sobre o cantor Chorão

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 30/11/2025 - 12h00

Nicole Cordery viveu uma experiência que ela define como "profundamente emocionante" ao interpretar Maria do Carmo, mãe de Champignon (1978-2013), no filme Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, uma cinebiografia de Chorão (1970-2013). A atriz conta que a imersão na história do Charlie Brown Jr. mexeu com suas memórias, seu processo criativo e até com a atmosfera no set. Segundo ela, havia uma energia diferente durante as gravações --algo que descreveu como uma "bênção" dos músicos, que morreram de maneira trágica e deixaram um legado afetivo gigante no país.

A preparação da atriz para a cinebiografia começou muito antes da chegada ao set. Nicole assistiu a todos os documentários já lançados sobre a banda e leu o livro de Graziela Gonçalves, ex-mulher de Chorão, que serve de ponto de partida para o filme.

Ela também afirmou trazer para o trabalho uma conexão pessoal inesperada: mora no mesmo bairro onde Chorão morreu, fato que ajudou a intensificar a sensação de estar entrando em uma história que ainda reverbera em quem acompanhou a trajetória do grupo.

Durante as gravações, a atriz diz ter sido impactada pela transformação física e emocional de José Loreto, responsável por dar vida a Chorão. Ao vê-lo caracterizado pela primeira vez, Nicole perdeu o ar por alguns segundos.

"Ele ficou muito parecido", descreve a atriz em entrevista ao Notícias da TV. A semelhança a levou a reviver lembranças e relatos de fãs e amigos que cresceram ouvindo as músicas da banda. 

A atriz também sentiu o peso emocional de fazer parte do longa-metragem. "Quando comentava com as pessoas que faria o longa, me olhavam diferente, me contavam de shows que tinham visto deles, da importância das letras do Chorão. É, de fato, uma baita responsabilidade", comenta.

O filme adota o ponto de vista de Graziela Gonçalves, interpretada por Nanda Marques. Por isso, elementos das relações familiares ganham destaque --incluindo a presença de Maria do Carmo, que revela ao público o quanto os integrantes do Charlie Brown Jr. eram jovens, talentosos e ainda dependentes das estruturas que os cercavam.

Champignon, por exemplo, precisava da assinatura da mãe para poder tocar em alguns shows, ponto que reforça o contraste entre a genialidade precoce e as fragilidades pessoais.

Nicole descreve sua experiência no set como intensa. Mesmo sem recorrer a explicações místicas, ela afirma que a atmosfera das filmagens tinha algo simbólico. "Com certeza Chorão e Champignon estavam abençoando esse set", aposta.

A sensação surgiu, segundo ela, da combinação entre a responsabilidade do projeto e o comprometimento coletivo em tratar a história com cuidado.

Para Nicole Cordery, integrar o filme foi uma oportunidade de revisitar sensações, ampliar seu repertório artístico e participar de um registro histórico sobre um dos nomes mais marcantes do rock brasileiro.

A atriz diz acreditar que o longa deve emocionar o público, tanto pelo retrato sensível da banda quanto pela maneira como resgata um capítulo doloroso da cultura nacional. O longa está previsto para estrear em janeiro de 2026.

Levando o Brasil para o mundo

Além da cinebiografia, Nicole vive outro marco importante na carreira: será a única brasileira no júri do 9º CBF Festival, na Galícia (Espanha). A atriz descreve o convite como um momento especial da carreira e a confirmação de que sua atuação no audiovisual ganha novos espaços fora do país.

"Foi um grande presente. É um convite muito importante, que recebi com bastante emoção e eu estarei presencialmente no festival", conta. Ela já está mergulhada no universo do evento e se preparando para encarar a maratona de filmes: "É uma responsabilidade grande, além de ser um prazer poder conhecer diretores e atores que eu não conhecia".

Nicole também destaca o quanto valoriza o olhar brasileiro sendo reconhecido internacionalmente. Para ela, participar como jurada é uma forma de representar a força do cinema nacional.

"Para o Brasil, é importante demarcarmos espaço nos festivais, em todas as funções. Sinto que, com Ainda Estou Aqui e Agente Secreto, o cinema brasileiro está em alta e fico feliz de fazer parte desse movimento", finaliza.


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