MARLON WAYANS

Astro de As Branquelas diz que foi proibido de fazer sexo para atuar em 'filme sério'

Divulgação/Columbia Pictures

Marlon Wayans e Shawn Wayans fazem expressões de surpresa em cena de As Branquelas

Os irmãos Marlon e Shawn Wayans em As Branquelas (2004); sacrifício pessoal para fazer drama

REDAÇÃO

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Publicado em 5/6/2026 - 17h12

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Astro e roteirista de As Branquelas (2004) e da franquia Todo Mundo em Pânico --cujo sexto capítulo está em cartaz nos cinemas--, Marlon Wayans ficou mais conhecido por seu trabalho em comédias, mas já mostrou outras vertentes ao longo dos anos. Para o grande papel dramático de sua carreira, porém, o ator precisou até deixar de fazer sexo.

Após estrelar vários projetos cômicos com seus irmãos na década de 1990, Wayans foi chamado pelo diretor Darren Aronofsky (indicado ao Oscar por Cisne Negro) para atuar em Réquiem para um Sonho (2000), um drama psicológico pesado sobre quatro viciados em drogas.

O comediante ganhou o papel de um dos quatro usuários, ao lado de nomes com muita tradição em projetos mais intensos: Ellen Burstyn, Jared Leto e Jennifer Connelly, todos premiados com o prêmio máximo do cinema ao longo da carreira. Para que Marlos Wayans não ficasse atrás dos colegas, Aronofsky adotou uma medida inusitada.

"O Darren é maluco!", resumiu o ator em entrevista à revista Variety. "Ele me perguntou: 'Quais são as três coisas que você mais gosta na sua vida?'. E eu falei: 'Eu amo chocolate, sexo e bebida'. E ele respondeu: 'Ótimo. Isso é o que eu quero que você faça. Você não pode transar nem se masturbar, eu não quero que você coma nada com açúcar e também não pode beber'."

"Fiquei assim nas três semanas antes de começar a filmar, no período que ele chamou de 'as três semanas de fúria'. Ele me disse: 'Eu quero que você fique sem fazer essas coisas para que você saiba exatamente qual é a sensação de desejar algo. Porque vocês são todos viciados'. E eu topei", lembrou Wayans.

Na entrevista, ele também falou sobre se tem vontade de ganhar um Oscar e ser reconhecido por seu talento pela crítica, não só pelo público. "Eu vejo o Oscar como uma chave dourada que destrava as portas da indústria e te dá mais reconhecimento", apontou o ator.

"Acho que facilita muito a vida quando você é esse cara que consegue os melhores roteiros, os melhores diretores e os melhores orçamentos. Isso tem sido algo difícil para mim, então me considero um privilegiado por ter me tornado meu próprio chefe", ressaltou Wayans, que escreve e produz filmes.

"Talvez eu nunca ganhe uma estatueta, mas cada vez que faço um projeto e cada vez que consigo reunir uma família de pessoas criativas para nos divertirmos durante alguns meses e contarmos piadas que, com sorte, farão as pessoas rirem, eu meio que ganho uma estatueta. Então, eu já tenho um Oscar. Sou um privilegiado por me divertir todos os dias da minha vida."


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