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CLAMOR

Após Três Graças, Romulo Estrela encara drama político sobre Ditadura Militar

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Romulo Estrela caracterizado como Paulinho em seu casamento com Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças (2025)

Romulo Estrela em Três Graças (2025); ator foi escalado para filme sobre a Ditadura Militar

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 25/5/2026 - 7h17

Pouco depois de concluir os trabalhos como Paulinho em Três Graças (2025), Romulo Estrela já iniciou a preparação para um novo projeto no cinema. O ator foi escalado para viver o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh no filme Clamor, drama político ambientado durante a Ditadura Militar (1964-1985).

O longa será estrelado por Marjorie Estiano, que interpretará a jornalista Jan Rocha. A produção tem estreia prevista para dezembro de 2027 e será dirigida por Malu de Martino. O roteiro é assinado pela cineasta chilena Dominga Sotomayor.

As informações foram confirmadas pela coluna Play, do jornal O Globo. Além de Romulo Estrela e Marjorie Estiano, o elenco contará com Mouhamed Harfouch, Augusto Madeira, Caio Manhente e Roberto Birindelli.

Harfouch interpretará o advogado Plauto Tuiuti da Rocha, marido da protagonista. Já Augusto Madeira dará vida a Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016).

Caio Manhente viverá um militante político envolvido no contexto da repressão da Ditadura Militar. O projeto ainda terá Roberto Birindelli em papel não revelado. A produção é baseada no livro homônimo escrito por Samarone Lima Oliveira.

A trama acompanha duas crianças uruguaias que testemunham o assassinato dos pais guerrilheiros pela polícia do Estado argentino. Após o crime, elas desaparecem, dando início a uma mobilização internacional em busca de respostas.

É nesse contexto que surge o grupo Clamor, criado em São Paulo com a chancela de Dom Paulo Evaristo Arns. A organização passa a atuar na localização das crianças sequestradas após o pedido desesperado da avó dos menores.

Segundo a sinopse, os jovens acabam sendo encontrados em Valparaíso, no Chile. O filme deve abordar não apenas os impactos humanos da repressão política na América Latina, mas também a articulação entre grupos e lideranças religiosas que enfrentaram os abusos cometidos durante as ditaduras.

O novo trabalho marca mais uma investida do audiovisual brasileiro em histórias ligadas ao período da repressão militar. Nos últimos anos, filmes, séries e documentários têm retomado episódios históricos ligados aos desaparecimentos forçados, perseguições políticas e violações de direitos humanos que aconteceram durante a Ditadura, a exemplo de Ainda Estou Aqui (2024), vencedor do Oscar de melhor filme internacional.


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