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NA TELONA

Além de A Viagem! Cinco novelas da Globo que também merecem virar filmes

Divulgação/TV Globo

Homem de cabelos curtos e claros, olhos também claros, usando blusa preta e jaqueta marrom.

Guilherme Fontes como Alexandre em A Viagem; novela ganhará versão para o cinema

DUH SECCO, colunista

duh@noticiasdatv.com

Publicado em 3/5/2026 - 10h00

A Globo inicia, em breve, as gravações do filme A Viagem, inspirado na novela homônima. Conforme antecipado pela coluna, Carolina Dieckmmann vai responder pela protagonista Diná, enquanto Lucinha Lins, a Estela da trama produzida pela emissora em 1994, fará uma participação afetiva como dona Maroca.

Há outros sucessos da Globo que, assim como A Viagem, merecem adaptações em longas. Seja pela originalidade da narrativa, pela nostalgia ou pelo simples desejo dos envolvidos, os cinco folhetins listados merecem versões em filmes para conferir no escurinho do cinema ou no sofá de casa.

Roque Santeiro (1985)

JORGE BAUMANN/tv gLOBO

José Wilker como o personagem-título de Roque Santeiro

Roque Santeiro nasceu no teatro, pelas mãos de Dias Gomes (1922-1999), e se tornou um clássico da TV brasileira graças ao autor e ao seu colaborador Aguinaldo Silva. A linguagem adotada por Gomes e Silva revolucionou o horário das oito --hoje, das nove. O enredo impregnado de humor foi "reverenciado" nas telonas em muitas histórias, especialmente regionalistas, como Lisbela e o Prisioneiro (2003).

Em cena, o mito Roque Santeiro, tido por toda a cidade Asa Branca como um santo por, supostamente, ter morrido ao defender a igreja de bandoleiros. Porcina (Regina Duarte), declarada viúva do santeiro, aproveita a fama para mandar e desmandar nos poderosos da região, principalmente no amante Sinhozinho Malta (Lima Duarte). Só que Roque, interpretado por José Wilker (1944-2014), reaparece vivíssimo, disposto a pôr fim à farsa do santo e da viúva que foi sem nunca ter sido.

Ti Ti Ti (1985 e 2010)

BAZILIO CALAZANS/TV GLOBO

Luis Gustavo como Ari/Victor Valentim em Ti Ti Ti

Muito antes de O Diabo Veste Prada, a Globo recorreu à alta costura para vestir os personagens de Ti Ti Ti, comédia de Cassiano Gabus Mendes (1929-1993) que levou o mundo da moda à faixa das sete. Maria Adelaide Amaral revisitou o texto anos depois, usando elementos de Plumas e Paetês (1980), também de Gabus Mendes, para reforçar o lado dramático da história.

O foco estava na rivalidade de André (Reginaldo Faria), bem-sucedido estilista conhecido como Jacques Léclair, e Ari, em uma brilhante atuação de Luis Gustavo (1934-2021). Fracassado, o segundo decide incomodar o desafeto invadindo os seus domínios, com o pseudônimo Victor Valentim. Para tal, usa os modelos criados pela desmemoriada Cecília (Nathalia Timberg). Em 2010, Alexandre Borges, Murilo Benício e Regina Braga responderam pelo trio.

A Próxima Vítima (1995)

NELSON DI RAGO/tV GLOBO

Aracy Balabanian como Filomena Ferreto em A Próxima Vítima

Silvio de Abreu movimentou a faixa das oito com os mistérios de A Próxima Vítima. A trama propunha três desafios para o público: descobrir o assassino, o porquê dos crimes e os condenados a morrer. O criminoso enviava uma lista com o horóscopo chinês a suas vítimas, desencadeando o temor destas quanto ao momento do "fim". Bem ao estilo de inúmeros thrillers...

No centro da narrativa estavam as irmãs Ferreto, envolvidas em disputas amorosas e de poder. Lideradas por Filomena, papel de Aracy Balabanian (1940-2023), as Ferreto se uniam contra Ana (Susana Vieira), amante de Marcelo (José Wilker) durante décadas. Só que o empresário, que comandava o frigorífico Ferreto e era apontado como assassino, trocava Ana por Isabela (Claudia Ohana), única herdeira da fortuna de Filomena e de suas irmãs --uma peste capaz das piores atrocidades.

A Favorita (2008)

FABRÍCIO MOTA/TV GLOBO

Patricia Pillar como Flora em A Favorita

Um suspense conduzido por duas versões de uma mesma história. Enquanto novela, A Favorita só engrenou quando a verdadeira criminosa foi revelada. Mas, em um longa, a dúvida sobre quem é inocente e quem é culpada pode persistir e gerar interesse até a última cena. A criação de João Emanuel Carneiro também ficou marcada pelos planos macabros de Flora (Patricia Pillar), com direito a muito sangue!

Flora foi condenada a 18 anos de prisão pelo assassinato do pai de sua filha, Lara (Mariana Ximenes). A garota foi criada por Donatela (Claudia Raia), viúva da vítima. Só que, após deixar a cadeia, Flora se aproxima de Irene (Glória Menezes), que, sempre reticente quanto à nora Donatela, permite a entrada da criminosa em sua família.

Não demora para que o império dos Fontini desabe, abalado pelas armações da vilã e pelas falsas acusações contra a inimiga Donatela --com quem, no passado, Flora havia formado a dupla sertaneja Faísca e Espoleta.

Cheias de Charme (2012)

MATHEUS CABRAL/TV GLOBO

Taís Araujo, Leandra Leal e Isabelle Drummond em Cheias de Charme

Dez entre dez fãs de Cheias de Charme aguardam até hoje pelo filme das Empreguetes! As responsáveis pelo trio de domésticas que alcança o estrelato na música também torcem pela continuidade da história nos cinemas. Taís Araujo, Leandra Leal e Isabelle Drummond já deram indícios de reuniões acerca do roteiro do longa baseado na bem-sucedida novela das sete.

A trama de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira acompanhava a saga de Rosário (Leandra) para viver de música. O sucesso pintou quando ela se uniu às colegas Penha (Taís) e Cida (Isabelle). O viral Vida de Empreguete deu origem ao grupo que tirou o sossego da cantora de tecnobrega Chayene, vivida por Cláudia Abreu --também interessada em retomar a personagem nas telonas. Um caso de filme que a Globo errou ao não produzir logo após o término da novela. Mas ainda há tempo!


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