ADAPTAÇÃO

A Hipótese do Amor: 5 mudanças que deixaram a adaptação melhor que o livro

REPRODUÇÃO/PRIME VIDEO

Lili Reinhart e Tom Bateman em A Hipótese do Amor

Lili Reinhart e Tom Bateman em A Hipótese do Amor: filme adapta best-seller de Ali Hazelwood

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 25/9/2026 - 18h00

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A Hipótese do Amor chegou ao Prime Video com mudanças importantes em relação ao livro de Ali Hazelwood. Embora preserve o romance entre Olive (Lili Reinhart) e Adam (Tom Bateman) e os principais conflitos da história, o filme reorganiza personagens, antecipa revelações e cria situações inéditas para fazer a trama funcionar melhor no audiovisual.

Algumas alterações tornam arcos mais objetivos e dão mais espaço para personagens que tinham funções diferentes. É o caso da melhor amiga de Olive, Anh (Rachel Marsh), que na história da escritora norte-americana é uma personagem por vezes invejosa --no filme, ela é mais confidente da mocinha.

O momento mais aguardado do filme é o famoso "capítulo 16", quando Olive e Adam transam. Uma fala específica do cientista nos livros ficou de fora, mas o peso da cena e a súplica no olhar de Tom Bateman não deixam a desejar.

Entre os cortes e as adaptações, cinco mudanças se destacam por acrescentarem algo à história ou resolverem de maneira mais eficiente elementos que, no livro, levam mais tempo para se desenvolver. Confira:

Malcom ganha destaque

Uma das alterações mais significativas envolve Malcolm (Jaboukie Young-White). No livro, parte importante de seu arco está ligada ao romance com Holden Rodriguez, amigo de Adam. O filme elimina Holden completamente e encontra outra função para Malcolm.

O personagem passa a enfrentar uma crise acadêmica e chega a considerar deixar Stanford. A mudança permite que ele exista para além de sua vida amorosa e também amplia a discussão sobre as pressões enfrentadas pelos pesquisadores dentro da universidade.

Demissexualidade de Olive

O filme também é mais direto ao abordar a maneira como Olive se relaciona sexual e afetivamente. No livro, a possibilidade de a protagonista ser demissexual aparece de maneira implícita, principalmente durante uma conversa íntima com Adam.

Na adaptação, Malcolm introduz o termo diretamente e bem antes. A mudança dá nome à experiência da protagonista e permite que o público compreenda essa característica dela antes que sua relação com Adam se torne sexual.

Vilão nasce aos poucos

Nem todas as alterações vieram de elementos já existentes no romance. O filme cria a festa do Dr. Fastuca (Aladeen Tawfeek), que não aparece no livro. A situação coloca Olive e Adam diante de outros professores e permite que a dinâmica do namoro falso seja explorada em um ambiente diferente.

Em vez de depender apenas dos encontros recorrentes das quartas-feiras --mais estruturados no livro--, a adaptação cria situações específicas para desenvolver a química entre os protagonistas e movimentar o romance.

No desfecho do longa-metragem, o roteiro ainda modifica o modo como Tom (Arty Froushan) humilha Olive. O momento, muito discreto no livro, ganha outra proporção quando o professor invade o quarto da personagem de Lili Reinhart, a ameaça e a assedia.

O ghosting de Adam

A separação temporária do casal também foi invertida. No livro, Olive decide encerrar o acordo do namoro falso. No filme, é Adam quem se afasta por acreditar que está protegendo o futuro profissional dela.

A alteração dá mais peso dramático ao conflito porque transforma o afastamento em uma escolha ligada aos sentimentos de Adam. Ele não simplesmente aceita o fim do acordo: toma uma decisão que acredita ser benéfica para Olive, mesmo que isso signifique ficar longe dela.

Epílogo é modificado

A última grande mudança aparece no desfecho. O livro encerra a trajetória do casal recriando o primeiro beijo de Olive e Adam um ano depois. Já o filme avança ainda mais no tempo. O salto de dois anos mostra Olive como professora em Stanford, fechando também sua trajetória acadêmica.

O epílogo do livro revela que Adam era o homem que havia visto Olive no prólogo --um dos momentos mais importantes da história. É depois desse diálogo específico que a cientista decide seguir com sua pesquisa e se inscrever para o programa de Stanford. Ela nunca soube a identidade do homem misterioso que a aconselhou, já que estava sem enxergar por usar lentes de contato vencidas.


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