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REPRODUÇÃO/NETFLIX

Soulidified (Montando a Banda) e Katseye (Pop Star Academy) são bandas formadas na Netflix
Para sua segunda reformulação completa em três temporadas, o Estrelas da Casa deixa de premiar um cantor solo e vira suas atenções para a formação de bandas, de pagode e de pop. Embora o reality seja vendido como um formato original da Globo, a emissora claramente se inspira em uma onda de produções gringas que alcançaram sucesso no streaming.
Na Netflix, por exemplo, dois lançamentos recentes fizeram com que o público voltasse a olhar com carinho para programas musicais dedicados a formar girl bands ou boy bands.
O Montando a Banda (2025) reuniu 50 artistas em uma dinâmica inédita que misturava X-Factor (2004-2018) com The Circle, em que os participantes teriam de formar grupos entre si. Das seis bandas que chegaram na etapa final do programa, quatro permanecem juntas até hoje, dois anos depois da gravação do programa.
Apesar de não ter sido renovado para uma segunda temporada, o programa engajou fãs ao redor do mundo e obteve êxito em sua função: montar bandas. Inclusive no Brasil, onde o Midnight Til Morning se apresentou em São Paulo e o Soulidified está confirmado para o Rock In Rio, em setembro.
Outra produção que ganhou os olhares do público no streaming foi o Pop Star Academy (2024), programa que mostrou os bastidores do reality que juntou a girl band Katseye. Enquanto o Dream Academy (2023) conduziu as etapas de pente fino para o grupo, a Netflix apostou em um programa com foco naquilo que o público não via do processo de formação.
O programa no streaming saiu dois meses após a estreia do Katseye e fez com que os fãs se conectassem ainda mais com as artistas que eles haviam conhecido no Dream Academy. O sexteto é um dos grandes fenômenos pop da atualidade, toca na trilha de Quem Ama Cuida e até concorreu ao prêmio de artista revelação no Grammy neste ano.
O sucesso de produções internacionais pode ter feito a Globo tentar mais uma vez reformular o Estrelas da Casa. Vale lembrar que, da primeira para a segunda temporada, as mudanças surtiram efeito: a média da edição subiu quase dois pontos no Ibope, de 11,5 para 13,4 na Grande São Paulo.
Apesar da premissa parecida, o Montando a Banda e o Pop Star Academy contavam com um trunfo que a Globo não tem para o Estrelas da Casa: a convivência. Grande atrativo da primeira temporada do programa, a junção de música com BBB foi descartada pela emissora após o fiasco de audiência. Porém, para este novo formato, faria sentido.
Em entrevista recente ao Notícias da TV, Unna X, que foi a terceira colocada do primeiro Estrela da Casa, avaliou que o retorno da convivência traria um engajamento maior à atração.
"Algo que eu traria de volta para o programa seria eles serem gravados 24 horas por dia. O que traz mais identificação, apego, amor, fãs, torcidas e mais pessoas assistindo é o público poder, de certa forma, sentir que 'convive' e conhece verdadeiramente os participantes", opinou.
Uma boa notícia para a Globo é que o exemplo bem-sucedido de realities do gênero no Brasil, o Popstars (2002-2003), também não tinha convivência. E, apesar de não focar nos candidatos confinados, o Estrelas da Casa aposta em uma interação com o público para palpitar na formação das bandas.
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